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SEJA FELIZ!

sábado, 27 de fevereiro de 2010


SEJA FELIZ...
BUSQUE SEUS SONHOS, CRIE, INVENTE, TENTE.
OLHE PRA VOCÊ COM OLHOS DE DEUS:
E VEJA SEUS TALENTOS, SEU CORAÇÃO, SUAS VONTADES E VERDADES.
NÃO PERCA TEMPO NEM ENERGIA COM COISAS E PESSOAS QUE NÃO VALEM A PENA
NÃO ENTRE NESTA ENERGIA.
VIVA A SUA VIDA
FAÇA POR VOCÊ MESMO COISAS QUE LHE FAÇA FELIZ, QUE LHE DÊEM PRAZER
E VEJA O MUNDO MARAVILHOSO, AS OPORTUNIDADES, AS BENÇÃOS, A NATUREZA
ENCARE A VIDA COMO UMA VERDADEIRA OBRA DE ARTE
ONDE VOCÊ CRIA, INVENTA SUA PRÓPRIA VIDA, DESENHA, RABISCA, ERRA, FAZ DE NOVO, APRIMORA, DÁ OS DETALHES.
ENRIQUEÇA-A E SOMENTE TERMINE DE FAZÊ-LA QUANDO SEU PRÓPRIO CORAÇÃO LHE DISSER: " ESTÁ PRONTA".

HOMEM X IMAGEM

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

“O homem é este ser que se faz imagem;
O homem, é este ser que se faz das imagens;
O homem é este ser que faz as imagens”.
B. Capelier
Dentro desta perspectiva, com base na Psicologia Junguiana é que o trabalho de Arteterapia se desenvolve, a partir da expressão de imagens refletidas do inconsciente, produzidas pelo indivíduo através de diversas técnicas plásticas como: a pintura, o desenho, a argila e a colagem, na busca da construção de si mesmo, do autoconhecimento e do desenvolvimento de potencialidades internas geradoras de mudanças.

CLINICA CRIARSE

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Um espaço onde cada pessoa torna-se criador de si mesmo através do autoconhecimento e reconhecimentos de suas próprias possibilidades e talentos.

24- FELIZ REVEILLON COM DEUS

sábado, 2 de janeiro de 2010


24- Feliz Réveillon com Deus
(por Kau Mascarenhas)



O que ficará depois que as luzinhas multicoloridas das árvores se apagarem, e no veludo escuro do céu não houver mais fogos de artifício?
E quando não houver mais peru, champagne e rabanadas?
O que restará após cumprimentos, abraços, desejos sinceros - e outros nem tanto – de felicidade para o ano que começa?
O que virá depois dos preceitos e das superstições divertidas, das sete ondas puladas, das lentilhas salpicadas nos cantos da casa e das roupas brancas?
Sim, fica você e Ele.
Você, a pessoa mais importante da sua vida, e Ele, o criador e dono da sua vida.
Virá o momento do importante encontro interno, instante de reflexão, agradecimento e pedidos. Não necessariamente nessa ordem...
Cada um terá a sua própria forma de fazer esse encontro acontecer no início do ano que começa. Uma festa interna.
Uns vão orar enquanto caminham na praia, e olharão o horizonte com o sol despontando. Outros ainda, mesmo bêbados, sentirão o sol nascer dentro do peito, fazendo nascer um novo ciclo de vida.
Somos humanos, e como humanos, somos seres cíclicos.
A data que marca o fechamento de uma fase e início de outra pode ser apenas uma tola abstração.
“- Bobagem. Qualquer dia é dia para se fazer mudar o que se quer mudar.”
Entretanto, pode representar um estímulo a mais para viver de forma diferente e iniciar uma estrada nova de paz, felicidade, harmonia e sucesso.
Cada um de nós tem o direito de ritualizar esse momento de passagem, da sua própria forma, do seu próprio jeito.
E o encontro entre você e Ele pode marcar esse portal, fazendo dele um instante tão importante.
No templo verdadeiro e imortal da sua alma converse com Deus. Faça como aquele que recebe um bom amigo em casa para expor idéias e pedir opiniões. Fale sobre sua vida, sobre aquilo que o ano velho lhe trouxe e que você não gostou, e exponha na mesa as suas cartas, de maneira sincera, observando as atitudes que tomou e que não foram as mais felizes.
Isso é reflexão.
Diante do Senhor, feito amigo, companheiro, agradeça pelas bênçãos e vibre com o que chegou. Nem sempre Ele enviou o seu pedido com a embalagem que você queria.
“Pedi crescimento e segurança profissional, e recebi uma dificuldade”; “pedi paz em meu casamento e recebi discussões freqüentes.”
Agradeça mesmo assim. Deus tem uma forma curiosa de atender nossas preces, muitas vezes vestindo um benefício com o disfarce da adversidade. E só o tempo - outro bom amigo – é quem acaba nos ajudando a fazer essa máscara cair, revelando a bênção ali escondida. Perceber que recebemos, o tempo todo, os presentes da Fonte Eterna de Amor só é algo possível para quem tem maturidade psíquica.
Esse é o momento da gratidão.
E por fim, aproveite o encontro com Ele para pedir.
Jesus, nosso grande e amoroso Mestre, nos dizia “Pedi e obtereis, buscai e achareis, batei e abrir-se-vos-á.”
Será que chegarão nossos presentes se não tivermos a humildade de pedir? Que façamos como as crianças... Elas pedem.
Será que acharemos sem buscar? Mais uma vez, sigamos o exemplo dos pequeninos que, curiosos, querem encontrar aquilo que lhes falta. As crianças buscam.
Será que as portas se abrem se não batermos? Ah, mais uma vez, as crianças... Que sejamos como elas e batamos as mãos em todas as portas que se mostrem fechadas, pois não há porta que permaneça assim para um menino ou menina que queira entrar. As crianças não se conformam com o “não” de uma porta fechada.
No encontro com Ele, aí dentro da sua alma, sinta-se criança mais uma vez.
Peça, busque e bata à porta.
Limpe o que tiver que limpar, recicle, liberte, e liberte-se de tudo o que já não serve mais, incluindo as mágoas e culpas. Só deixe espaço para o que for bom.
Em seu encontro com Deus, quando o sol do novo ano nascer, abra os olhos para a mais linda realidade: você continua aqui. Ele continua acreditando em você e mantém você aqui.
Garrafas de vinho secarão. Os fogos explodindo no céu serão apenas uma lembrança, bem como a música alta, os abraços, os brindes...
Mas o seu encontro com Ele é a festa que pode permanecer.
Pois Ele quer que seu coração esteja em festa durante os 365 dias do ano que agora começa.
A palavra entusiasmo vem daí: en – Theos / Deus dentro.
Feliz Ano Novo. E feliz réveillon com Deus.
...................................................................


Kau Mascarenhas é consultor em Desenvolvimento Humano e conferencista internacional. Tem formação completa em PNL - Programação Neurolinguística e faz pontes dessa disciplina com temas relacionados à espiritualidade. É autor do livro "Mudando para Melhor", pela editora Altos Planos /
www.kaumascarenhas.com.br

23- MINHA ENTREVISTA PARA O JORNAL DA ALSCIB - IGUATEMI

sábado, 5 de dezembro de 2009

Olá, amigos.

Dei entrevista ao jornal da ALSCIB - Associação de Lojistas do Shopping Center Iguatemi Bahia.
Segue aqui na íntegra.

Abraços!

- Kau, nós fale um pouco sobre a importância da PNL:
A Programação Neurolinguística, como neurociência, nos ajuda a perceber que temos maior poder sobre o que ocorre com nossas vidas, e que o sucesso, pessoal ou profissional, não está ao sabor do acaso. Utilizar melhor o cérebro, saber como ele funciona e quais as maneiras de encontrar excelência nos vários âmbitos da vida, aumentar nossa capacidade de administração emocional e de comunicação, são alguns dos pontos que fazem a PNL ser considerada a Nova Tecnologia do Sucesso. Ela vem mudando o cenário de muitas empresas e ajudando indivíduos em processos de transformação e desenvolvimento. Conhecer PNL atualmente é um fator que diferencia as pessoas, e pode representar grande abertura para recolocação no mercado de trabalho, alcance de metas, crescimento profissional e maior qualidade de vida, com bem-estar e felicidade. Tem levado muitas empresas a multiplicar seus resultados ao mesmo tempo em que gera maior bem-estar para seus colaboradores.

- De onde vem a experiência da PNL, já que se fala muito sobre motivação?
A PNL, especificamente no aspecto da motivação, demonstra como as pessoas funcionam de formas diferentes. Há pessoas que têm uma espécie de “programa” que faz com que se sintam animadas quando vislumbram algo positivo no futuro. Outras, entretanto, buscam fugir do negativo. Para essas ultimas, sentir certo receio de que algo ruim pode acontecer é o disparo para empreenderem ações de mudança. Fora isso, há um universo de crenças que constroem seus modelos de convicções e paradigmas, e isso interfere diretamente nas motivações. Quando falamos de crenças, lembro-me de Henry Ford dizendo “se você crê que pode ou crê que não pode, de qualquer forma estará certo”, e de Lao Tsé nos lembrando que “por não saber que algo era impossível, alguém foi lá e fez”. Não se trata mais de “ver para crer”. A PNL demonstra que é mais importante “crer pra ver”. Acreditar no sucesso, ter convicção de que se é capaz de alcançar algo, atua no sistema límbico, e movimenta uma grande quantidade de neuropeptídeos capazes de impulsionar alguém a ter atitudes de sucesso. É algo fortemente fisiológico. Tudo isso pode ser respaldado atualmente por exames funcionais de imagem e/ou laboratoriais. A conexão corpo-mente-emoção é tão forte que a biologia muda quando alguém tem um pensamento ou sente uma emoção. Melhor que sejam positivos.

- O que pode trazer de benefícios às pessoas que trabalham no Shopping Iguatemi?
A PNL pode ajudar todo e qualquer profissional que deseje obter um maior conjunto de ferramentas para encontrar excelência naquilo que faz. Lideres podem usar esses conhecimentos para motivar suas equipes, vendedores podem aprender a influenciar seus clientes e a fazer bons negócios, pessoas que trabalham em qualquer área podem lidar melhor com suas emoções e saber como administrar as pressões que recebem, bem como encontrar recursos interiores para alcançar metas. Hoje os produtos são cada vez mais fáceis de ser encontrados. O grande diferencial é o serviço prestado. O fator humano nos estabelecimentos comerciais faz com que mais e mais pessoas entendam a loja como um palco e o cliente como um espectador. O espetáculo começa quando alguém entra no estabelecimento e começa a ser atendido. Não se oferece, em tese, apenas um produto ou serviço. Oferece-se um conjunto de emoções que fará essa pessoa voltar ou não, falar bem ou mal, enfim propagar dessa ou daquela maneira a experiência que teve ali dentro. Essa idéia é bem explicada no livro “O Espetáculo dos Negócios” de Joseph Pine, e tem tudo a ver com PNL e o trabalho num shopping.

- Nos fale um pouco sobre como melhorar as vendas com a PNL.
A primeira coisa importante que a PNL oferece a um vendedor é a reconquista da auto-estima. Existirá nesse mundo um profissional que receba “nãos” com mais freqüência? Dentre seus conceitos, a ressignificação é uma das mais importantes contribuições da PNL para quem trabalha na área, ajudando-o a perceber que não há fracasso e que, de cada “não”, podemos extrair algum aprendizado importante, impedindo que isso se torne um fator de auto-depreciação. Outra forma bem prática de contribuição da PNL nesse setor é seu estudo sobre como o cliente funciona. Há três grandes grupos de pessoas: os visuais – para quem o mundo é absorvido e compreendido melhor através de imagens, os auditivos – que têm os ouvidos e os processamentos mentais sonoros como referência, e os cinestésicos – para os quais as sensações táteis, as emoções, o paladar e o olfato têm maior importância. Como reconhecê-los? Como vender para eles? Podemos encontrar essas respostas estudando PNL. Além disso há uma infinidade de técnicas e conceitos relacionados à comunicação e à administração emocional que podem ser decisivos no alcance de metas para quem trabalha com vendas. A PNL também contribui com um roteiro seguro para a boa formulação de objetivos. Sobre esse ponto há valiosos ensinamentos no meu livro “Mudando para Melhor”, da editora Altos Planos, que podem ser muito úteis.

- Nos conte um pouco de sua experiência com a ALSCIB?
A ALSCIB é um grande e querido cliente, e parceiro de longas datas. Além de palestras, também ofereci no próprio shopping Iguatemi há alguns anos um curso de PNL voltado para vendas que teve uma ótima procura e excelentes resultados. Percebo a ALSCIB como uma organização que está muito atenta ao que acontece de novo e de bom para poder dar suporte e apoio aos seus associados. Além de tudo tenho grande carinho e amizade pelo seu corpo de diretores e sempre me sinto feliz quando estou envolvido em algum trabalho que possa ajudá-los.

- E o público? Tenho visto que as pessoas que vão às suas palestras gostam muito de você. Como é isso?
Acredito que isso se deve em parte à forma como desenvolvo meu trabalho de exposição. Minhas palestras, cursos e seminários são bastante vivenciais, movimentados, descontraídos, cheios de jogos e experiências grupais. Igualmente, gosto de usar recursos áudio-visuais como trechos de filmes e músicas também. Isso tudo eu venho aprendendo com a própria PNL, pois ela ensina importantes estratégias de neuro-aprendizagem fazendo com que saber e sabor voltem a se encontrar. Um outro ponto é que realizo o meu trabalho com enorme prazer. Estar à frente de um grupo ensinando pessoas a chegarem mais perto dos seus sonhos é uma forma maravilhosa de sentir que abracei de verdade minha missão de vida e isso me dá uma alegria imensa, uma espécie de vibração diferente, que acabo levando para as palestras. Prefiro me sentir lado-a-lado com as pessoas. Ao invés de falar para elas, falo com elas. Isso faz diferença.

- Obrigado Kau. A ALSCIB, colaboradores e lojistas agradecem pela sua entrevista.
Eu agradeço igualmente dizendo que desejo excelentes vendas e prestação de serviços. Sou cliente do Shopping Center Iguatemi desde sempre e me sinto muito feliz em saber que vocês estão crescendo e aprendendo continuamente. Uma organização que aprende e que está em dinamismo de desenvolvimento constante é uma organização que se dispõe a encarar o futuro sem medos e com muita esperança. Enfim, uma organização que permanecerá.

Informações para imprensa:
Kau Mascarenhas é consultor, conferencista, escritor, autor do livro “Mudando para Melhor”. Atualmente também apresenta o programa “Almanaque de Idéias”, levando PNL a mais e mais pessoas através da TV e da Internet. Tem formação completa em PNL – Programação Neurolinguística. Há 15 anos desenvolve seu trabalho através de palestras, seminários e cursos para todo o país e, desde 2007, também aos Estados Unidos. Realiza há 14 anos os cursos de formação em PNL na cidade de Salvador. Organizações que já contaram com seu trabalho: ALSCIB, Banco do Brasil, O Boticário, Farmácia A Fórmula, Laboratório Leme, Petrobrás, TIM, Tribunal Regional do Trabalho, Tribunal de Justiça, Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, dentre outros.
Maiores informações:
www.kaumascarenhas.com.br
www.mudandoparamelhor.ning.com

22- PROGRAMA DE TV: ALMANAQUE DE IDÉIAS

sexta-feira, 6 de novembro de 2009



Imagine um programa que leve para você tudo aquilo que pode fazer sua vida ser mais feliz...
O ser humano visto de forma integral, Corpo – Mente – Emoção, com profundidade e bom humor, é o tema do nosso Almanaque de Idéias.
Saúde, Qualidade de Vida, Desenvolvimento Humano, Sucesso e Felicidade na vida pessoal e profissional.
O programa traz um papo leve e ao mesmo tempo bem embasado, com matérias e entrevistas muito interessantes, tudo pilotado por Kau Mascarenhas e Magaly Evangelista.
O que fazer para mudar de vida e obter maior satisfação, auto-estima, beleza, saúde, crescimento, motivação e desenvolvimento em várias áreas da vida? Conte com esse programa semanal e obtenha impulso para suas mudanças.

Kau Mascarenhas: Consultor de empresas e palestrante internacional, especialista em PNL – Programação Neurolinguística. É também arquiteto, compositor, fotógrafo, e escritor, autor do livro “Mudando para Melhor”.

Magaly Evangelista: Atriz com grande experiência em teatro, nacionalmente conhecida por montagens importantes ao lado de Miguel Falabela, Bibi Ferreira Rosamaria Murtinho, Nathália Timberg, dentre outros grandes nomes. É palestrante e escritora.

Tv Caju - Canal 47
Sextas-feira às 22:30
Acompanhe ao vivo pela internet:
www.tvcaju.com.br

21- O SEGUNDO MELHOR MOMENTO

quarta-feira, 16 de setembro de 2009



O SEGUNDO MELHOR MOMENTO


(Kau Mascarenhas)




João se amargurava por ter perdido uma grande chance de finalmente impressionar Maria e conquistá-la. Por meses desejou que surgisse alguma oportunidade de aproximação e, ali na festa de confraternização da empresa, finalmente ela surgiu.
Maria nunca esteve tão linda. Seus cabelos se tornaram ainda mais capazes de arrancar suspiros com um balanço especial, uma sedosidade que ele adivinhava sem que seus dedos os tocassem, e um tom acobreado novo, conquistado em horas no salão especialmente para aquele evento.
O vestido azul, de corte simples, mostrava acima os ombros bronzeados e, abaixo, os quatro dedos acima do joelho mais impressionantes que ele jamais vira.
Maria se aproximou dele no bar do clube – havia um banco vago que a vida estrategicamente colocara ali para que se juntassem numa conversa menos formal – e seu perfume chegou às suas narinas imediatamente. Era o mesmo perfume de sempre, aquele mesmo que no escritório sempre fazia sua mente viajar em imagens românticas tão intensas.
Ela parecia caminhar em sua direção em câmera lenta. Dizem que o apaixonado vê seu objeto de desejo se movimentar nessa velocidade diferente, como se sua mente destacasse tão fortemente cada gesto que a ilusão acontece invariavelmente, tornando o tempo da imagem diverso do tempo real.
- posso sentar aqui com você? – disse ela de forma doce.
- c-claro... – respondeu João, meio embasbacado, diante do melhor momento para chegar mais perto do coração da jovem.
No mesmo local encontra-se Ana que adoraria uma chance para falar com seu diretor sobre um projeto muito importante para sua carreira. Ela sabia que para isso acontecer era importante ter maior aproximação com ele.
Ela se destacara em todas as oportunidades de mostrar serviço, e apesar de ser muito competente, se percebia parada no tempo. Era como se todas as possibilidades de ascensão estivessem esgotadas, e ela queria mais, pois podia ser mais.
Jorge, seu superior imediato e que era um dos diretores da empresa, estava ali bem à sua frente a conversar com outros colegas, absolutamente disponível, bem humorado, relatando suas divertidas experiências como pescador esportivo pela primeira vez num passeio com amigos.
Ana se aproximou e começou a escutar o que ele dizia. Falava de forma muito espontânea, arrancando risos dos que faziam parte da roda.
Era o seu momento de travar um contato mais próximo, talvez o melhor momento para criar uma ponte com ele, e fazer com que se dissolvessem suas travas em expor-lhe os projetos que idealizava.
Ela estava certa de que implantar aqueles novos sistemas que ela vinha criando, à parte das suas atividades cotidianas, era a solução para muitas dificuldades técnicas em seu setor, e poderia impulsioná-la para vôos mais altos, quem sabe até poderia ser transferida para a matriz da companhia e lá teria condições muito maiores de crescimento.
Talvez aquele bigode que tanto parecia com o do seu pai fosse o problema. Sim, ver na face do chefe uma espécie de sinal de alerta, uma tipo de imagem que produzia nela um misterioso efeito, fazia com que se afastasse. Era o seu calcanhar de Aquiles. Sua relação com o pai nunca fora das melhores, e justamente havia um outro bigodudo agora a representar autoridade em convivência profissional diária com ela. Seria isso?
- Olá, Ana! Venha saber das minhas aventuras. Sabia que seu chefe também tem histórias de pescador para contar? – falou Jorge sorrindo.
Ela apenas lhe sorriu de volta, timidamente, e se aproximou do grupo.
Tanto João como Ana buscavam há muito tempo uma chance que a vida agora lhes concedia. Claro que o seu desejo era acertar. Queriam o melhor momento para fazer abordagem mais efetiva no sentido de criar laços com outras pessoas. Contudo, como dizem alguns, seus medos foram confundidos com seus desejos e as crenças limitantes que possuíam os impediram de realizar seus intentos.
E a ação é o grande remédio para o medo.
Transcrevo abaixo um trecho do cap.5 do meu livro “Mudando para Melhor” que trata desse tema:





Em muitos instantes vale mais fazer algo que não esteja fantasticamente bom do que não fazer nada. Há um grande poder nas mãos de quem age, de quem assume o agora como o melhor momento.
Teria sido melhor deixar de fumar há dez anos. O segundo melhor momento é agora.
Teria sido melhor plantar árvores e reflorestar a Mata Atlântica há 30 anos. O segundo melhor momento é agora.
Teria sido melhor entrar naquele curso universitário há 5 anos. O segundo melhor momento é agora.
Se não foi possível agir antes, aproveite o segundo melhor momento!
Pessoas de sucesso não costumam protelar tanto. Aproveitam o impulso do momento inicial, em que se sentem agitadas pelo sonho, uma vez que sabem residir aí uma força bem maior. Ao deixar para depois, a força motivadora vai caindo e pode chegar aquela sensação de deixa pra lá, que faz acomodar-se.
O grande navegador solitário Amyr Klink disse que na sua viagem à Antártida começou a ouvir um ruído diferente vindo da água. “Pareciam chineses fritando pastéis”, relatou. Na verdade, eram cristais de água doce se formando quando entravam em contato com a água salgada. Era muito belo o efeito visual e imediatamente teve o impulso de fotografar, como fazia com cada experiência diferente que vivia em suas viagens. Pensou, então: “Calma, você terá muito tempo para isso…”. No restante da viagem, durante os 367 dias que se seguiram, para sua tristeza, nunca mais voltou a presenciar o fenômeno.
Aproveitar as oportunidades, usar o poder do momento presente, abraçar a possibilidade que a vida está colocando à sua frente. Respeitar o agora.
Há algo que assusta muito as pessoas, o medo de que algo poderá começar e, não estando perfeito, durará pouco. Seja num relacionamento ou num empreendimento, o medo de que não seja eterno pode ser um terrível inimigo da excelência.
Começamos muitas coisas. Algumas delas durarão. Outras, nem tanto. Aprenderemos com todas, entretanto. É importante fazer. Agir. Sempre haverá um tesouro a se extrair de cada experiência.
Um texto soberbo de Rubem Alves nos fala da pipoca. Segundo o autor, a tradição religiosa africana considera o milho da pipoca uma metáfora para a transformação na vida humana. Por isso é uma comida cheia de significado especial e, assim sendo, muito usada em rituais do candomblé.
O milho pequeno e duro, que nunca competiria com o milho normal, ao ser submetido ao calor, vira uma flor branca, perfumada e macia, que pode ser comida com prazer. Trata-se de um processo de ressurreição onde se deixa de ser de um jeito para ser de outro. E o que acontece com aquele grão que não arrisca aproveitar o poder do fogo, que ignora a oportunidade que a vida está lhe oferecendo? Torna-se um “piruá”, um milho que não virou pipoca. Ninguém chora por ele. Ninguém o devolve uma segunda vez ao poder do fogo. Ele é atirado fora. Teve sua chance e a desprezou.
Agir é colocar energia no passo mais próximo e fazer acontecer.
Se alguém diz: “Quero mudar de profissão”, por exemplo, qual o passo mais próximo? Pode ser estudar para fazer um concurso, conversar com alguém da área que estou mirando, pesquisar as empresas que podem oferecer-me essa oportunidade ou atualizar meu currículo.
Quero sentir maior paz interior. Qual o meu passo mais próximo? Ler acerca de assuntos espirituais, dentro ou fora da minha religião. Freqüentar um centro espírita, uma igreja, um templo budista ou outro qualquer. Dedicar-me imediatamente e com regularidade maior a tudo o que diz respeito à oração e meditação.
Quero ter um corpo mais saudável. Qual meu passo mais próximo? Marcar uma consulta com um médico e programar exames. Optar por legumes e carne branca sem gordura em meu almoço de hoje. Colocar no papel imediatamente meu programa de exercícios físicos.
Em outras palavras, sejam quais forem seus sonhos, comece algo em relação a eles. Já!
Seu eu-futuro agradece.

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Portanto: que aproveitemos o segundo melhor momento!
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(Kau Mascarenhas)

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20- DEVO FICAR OU DEVO IR? FAÇO OU NÃO FAÇO?

domingo, 6 de setembro de 2009










Há muitos momentos na vida em que estamos diante de situações em que a tomada de decisão é algo muito importante.


Should I stay or should I go?


Existe um incômodo, uma determinada coisa na vida já cumpriu sua função e agora é importante transformá-la. Mas, por algum motivo, estamos tolerando.
No meu livro "Mudando para Melhor" (ver trecho reproduzido aqui), utilizo o termo "tolerância" para designar essas coisinhas - ou coisonas! - que estamos deixando que fiquem, quando na verdade já deveriam ter ido embora ou transformadas.
Há uma parte nossa, uma subpersonalidade, que quer a mudança e outra que se agarra na manutenção do processo. Ambas têm ganhos secundários, e intenções positivas, para fazerem o que fazem.
Gosto muito do comercial da Claro que aborda o tema e ilustra muitissimo bem esse instante em que a decisão ainda não foi tomada, em que estamos no limiar entre fazer e não fazer, entre ficar ou seguir.

http://www.youtube.com/watch?v=N6vx9DYluYg


E vc? já esteve em instantes assim? um lado quer, outro não quer?
Vamos compartilhar e comentar
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(Segue trecho do meu livro "Mudando Para Melhor", de Kau Mascarenhas, Ed. Altos Planos)

O QUE VOCÊ VEM TOLERANDO?

“Tolerar é ofender.”
Goethe

Reconhecer quando é chegado o tempo de fazer alterações em diversos campos é de suma importância. Desde nas pequenas como nas grandes coisas. Em diversos contextos.
Há três casos curiosos que ocorreram comigo e ilustram bem essa questão do timing da mudança.
Houve um momento em que, de uma hora para outra, o teclado do meu computador começou a apresentar um defeito. Sumiram algumas letras. Eu teclava “u”, “o” e “v” e nada aparecia. Comecei então a copiar as letras desaparecidas e a colar nas palavras para poder escrevê-las corretamente. Você deve imaginar quanto tempo eu perdia nesse processo. O mais curioso é que levei uns dois dias tolerando esse desconforto, respondendo e-mails através dessa forma absurdamente contraproducente de digitar. Até que em dado momento minha paciência se esgotou, soltei um palavrão, e saí de casa imediatamente para comprar um novo teclado.
Em outra ocasião, por conta da velha falta de tempo, dia a dia adiava levar meu carro à oficina, simplesmente tolerando o barulho esquisito que ele vinha fazendo. Pensava eu: “Ainda vai agüentar um pouco mais. Depois dou um jeito nisso”.
Até que a máquina resolveu parar de vez, e me deixar numa estrada deserta. E, por azar, meu celular não estava carregado, e tive dificuldade em providenciar socorro mecânico.Logo no início da minha vida profissional, como arquiteto recém-formado, dedicava meu tempo a fazer serviços como designer de móveis para uma empresa. Muitas coisas ali dentro não me agradavam sob o ponto de vista do relacionamento interpessoal dos diretores com os membros da equipe e com os clientes. Eu tolerava aquilo tudo e ia “deixando pra lá”, a fim de evitar problemas.
Até que optei por sair da empresa e procurar novos horizontes, criando oportunidades de maior satisfação, qualidade de vida e rendimentos.
E você leitor? Quantas coisas você vem tolerando?
Quantas realidades insatisfatórias, velhas, desagradáveis ou desconfortáveis você simplesmente deixa que façam parte do seu dia-a-dia e não ousa mudar?
Podemos chamar de tolerâncias esses pequenos ou grandes pedacinhos da nossa vida que não funcionam bem e que simplesmente vamos suportando, em função de uma resistência à transformação.
Pode ser desde a torneira do banheiro que sempre fica pingando, ao relacionamento com um ente querido, cheio de brigas e desrespeito. Pode ser desde o relógio com a pulseira quebrada, que você preferiu deixar na gaveta há meses, ao excesso de serviço no escritório, com o qual você já se habituou. Pode ser da pequenina dor no peito, que você vem sentindo há semanas e nunca cuidou, ao sexo sem carinho, mecânico e cada vez mais raro que você tem com seu companheiro ou companheira.O que vem se acumulando em sua vida, em termos de aspectos insatisfatórios? O que merece mudar para melhor e o compele a praticar seu senso de auto-amor, que se mostra sobretudo pelo auto-respeito?

conheça nossa rede social:
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19- PROBLEMA DE APRENDIZAGEM OU ENSINAGEM?

sexta-feira, 21 de agosto de 2009


A querida amiga Inês Cozzo, psicóloga e neurocientista, postou essa interessante charge em nossa rede social http://www.mudandoparamelhor.ning.com/
Sobre ela escrevi o texto que aqui reproduzo:
PROBLEMA DE APRENDIZAGEM OU DE ENSINAGEM?
(Kau Mascarenhas)
Posso observar na essência da charge acima alguns pontos interessantíssimos acerca de aprendizagem.
Há 40 anos as crianças eram responsabilizadas pelos seus resultados na escola, considerando-se a rigidez do sistema tradicional.
Aos "mestres" não importava qualquer avaliação acerca do seu método de ensino. Flexibilidade quase zero na maioria deles.
O "aluno" (pobre "ser a-lumni", ou seja, "sem luz") TINHA QUE aprender, PRECISAVA aprender, NECESSITAVA aprender. DEVERIA fazer de tudo para reter os conteúdos e saber expressá-los nas provas da forma que o professor queria.
Uma sequência de notas baixas traria, com toda certeza, à mente dos pais e professores alguns pensamentos do tipo:
- "Esse menino não quer nada com a Hora do Brasil"
- "Esse menino merece um castigo!"
- "Estamos diante de um problema de aprendizagem"
Bem... o tempo passa... o tempo voa...As coisas mudaram e ultimamente se vê tudo isso de forma diversa.
Mesmo sem considerar os processos que fizeram a educação transformar-se num negócio muitíssimo lucrativo que tem a satisfação do cliente como um de seus propósitos, a inteligente charge evoca a transformação que podemos perceber na idéia de responsabilidade pelos resultados.
Notas baixas, notas altas... De quem é essa tal responsabilidade?
As neurociências, quando se trata de educação, vêm nos alertando para a importância dos processos de comunicação daquele que quer comunicar. Professores que desejam encontrar excelência em Educar não ficarão mais presos à idéia de despejar conteúdos nas mentes dos educandos. Ao contrário, elaborarão seus temas percebendo ao mesmo tempo a grande importância dos processos. De que forma, de que maneira, como esse conteúdo será melhor assimilado, memorizado, e se tornará linkado com todos os demais contextos da vida de quem está agora tendo contato com ele?
Como poderei fazer um estado de aprendizagem surgir com mais força? De que maneira poderei transformar as aulas em vivências prazerosas, criando condições de associar mais "SABER e SABOR"?
Ao invés de imaginar, por exemplo, "os alunos da turma B são resistentes e difíceis", os educadores são instigados a pensar: "o que posso fazer para chegar ao mundo dos alunos da turma B"?
Estamos, portanto, diante de um desafio fortíssimo que diz respeito ao universo de crenças de quem dirige os rumos da educação, sejam os diretores das escolas ou os políticos, os pais ou os professores.
- Criar estímulos para que se associe Prazer com Aprendizado pode ser mais interessante que criar processos de recompensa e punição;
- O educador É um agente de transformação e não um passador de conteúdos;
- Preparar o educador para que, a partir do conhecimento dos processos de neuroaprendizagem, possa abraçar de forma excelente sua missão, é mais importante do que apenas estimular o aumento do número de diplomas e certificados em sua gaveta.
Recentemente lançado pela Editora Intrínseca , o livro "O Clube do Filme", bestseller escrito pelo crítico de cinema canadense David Gilmour, mostra sua história real educando seu filho através de filmes.
Dos europeus aos hollywoodianos, das obras clássicas "papo-cabeça" às de digestão mais fácil, uma lista de filmes foi elaborada e o compromisso assumido por ambos em transformar os filmes em professores.
Diante da recusa do menino de 15 anos à idéia de ir à escola, e das suas péssimas notas, o pai, que também é professor, propôs que tivessem sessões de video e debatessem juntos os filmes, aprendendo com eles. A história dessa linda relação pai-filho e dos interessantes resultados dessa idéia de "educação diferente" daria um tópico à parte
(ver entrevista com o autor legendada no Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=CpJHr-jZVkc).
Aqui eu apenas quero expor o exemplo de uma pessoa que aceitou o desafio de testar um processo alternativo, uma vez que o tradicional não estava funcionando. Alguém que não se conformou em dizer "esse menino tem problema de aprendizagem" e optou por encontrar caminhos novos para que a apredizagem acontecesse.
É importante que escola e familia se abracem, contudo, para que os professores não sejam excessivamente carregados com essa responsabilidade.
Tenho apresentado muitos seminários para professores com base na PNL, e é comum que alguns deles me procure e desabafe acerca de suas frustrações. Normalmente falam sobre a exigência cada vez maior das famílias, como se os professores tivessem que receber a criança ou adolescente e, num processo mágico, devolvê-los transformados.
Embora saibamos que a maior parte das dificuldades na escola não se dê por "problema de aprendizagem" e sim de "ensinagem", também é importante diminuir o peso que recai sobre os ombros dos educadores. Pais também são educadores.
Consciência de limite e valores como respeito, honestidade e perseverança podem começar no lar.


18- "VOCÊ NÃO ME ENTENDEU" OU "EU NÃO ME FIZ ENTENDER" ?

terça-feira, 4 de agosto de 2009


Dentre os pressupostos da PNL encontramos alguns muito interessantes relacionados com Comunicação:


- É impossível não comunicar;

- Comunicação não é a intenção, e sim o resultado;

- 100% da responsabilidade pela comunicação pertencem a quem quer comunicar.


Podemos notar processos de resistência em algumas pessoas no que diz respeito à aceitação daquilo que queremos apresentar. Ao invés de imaginarmos que há uma dificuldade no outro em compreender o que queremos transmitir podemos, de forma mais proativa, procurar um melhor processo para levar nossa mensagem até o outro. Metaforicamente diríamos: se a porta não está abrindo, o problema pode não ser da porta, e sim da chave. Qual a melhor chave?


Ouvimos muitos profissionais da área de educação ou treinamento dizendo: "As pessoas daquele grupo são muito rígidas, não aprendem, não mudam!"

Ou um terapeuta que se coloca em relação ao seu paciente ou cliente, afirmando: "Você é muito resistente!"

E dentro de casa?"Juninho é terrível! Ô criança difícil! Ele não me ouve!"

"Meu marido/minha esposa parece que não entende nada do que eu digo!"


É claro que há pessoas com dificuldades na captação das informações ou que, por conta de seus proprios filtros e mapas, construídos em inúmeras vivências, podem distorcer as mensagens que recebem.

Mesmo assim, na condição de comunicadores que buscam excelência, podemos procurar qual a melhor forma de entrar no mundo do outro e construir a melhor ponte.

Como esses pressupostos chegam até você? O que pensa sobre eles? Gostaria de compartilhar alguma experiência relacionada com esse ponto?
Que tal cadastrar-se em nossa rede social? Conheça mais sobre PNL, Desenvolvimento Humano, neurociências, espiritualidade. E faça excelentes amigos!

17- OS TRÊS AMORES VALIOSOS



TRÊS AMORES VALIOSOS
(Kau Mascarenhas)

Venho desenvolvendo um conceito para explanar meus pensamentos sobre relacionamento humano. Não se trata apenas de encontrar excelência em relações a dois, mas se generaliza para relações de amizade e no âmbito familiar igualmente, como por exemplo nas relações entre irmãos.
Trata-se da minha ideia dos TRÊS AMORES VALIOSOS: Auto-estima, Amor ao Outro e Amor à Relação.
Acredito que a presença dos três pode ser fundamental para que relacionamentos sejam excelentes e duradouros.
Amar quem nós somos, saber reconhecer quais são nossas buscas, respeitar e confiar em nós mesmos é um amor fundamental, e o disparo de tudo. Há quem tema a auto-estima, como se ela pudesse ser confundida com egoísmo doentio, ou autovalorização exacerbada.
Penso que qualquer realidade humana que se viva pode ter duas dimensões: a positiva e a negativa. Mas quando se trata de auto-estima, abraço uma ideia que é defendida por muitos pesquisadores desse tema, e que afirma: a auto-estima não possui excesso prejudicial - quanto mais, melhor.
Alguns acham, por exemplo, que esse pensamento é equivocado e que há pessoas com auto-estima demais, em excesso, e por isso se tornam arrogantes, prepotentes, e vivem diminuindo as outras para se sentirem maiores. Sabe o que penso? na verdade elas não estão com auto-estima em demasia.
Trata-se de um problema com etiologia diferente: é baixa autoestima.
Quem tem autoestima de verdade não diminui o outro, não se sente ameaçado pelo seu crescimento. Portanto, estamos falando de algo semelhante à Saúde. Haveria excesso prejudicial de saúde? Saúde demais seria ruim? Autoestima está, a meu ver, no mesmo bloco. Esse pensamento também encontra eco na psicologia analítica Junguiana, mais precisamente na teoria dos complexos desenvolvida por Carl Gustav Jung. Às vezes há pessoas que são arrogantes, prepotentes, e quem as observa imagina que seu complexo é de superioridade. 
Na verdade pode se tratar do inverso: um complexo de inferioridade.
A sensação de inferioridade e de pequenez interior é tão grande que o sujeito precisa compensar de alguma forma...
O segundo Amor Valioso, amar o outro, querer seu bem, seu sucesso e sua paz, é sair do casulo do egoncentrismo (que, claro, também tem sua importância) e abrir espaço para expandir os limites do EU. É viver o nível espiritual também que, numa visão mais recente, relacionada com a PNL de terceira geração, é descrito como Sistema Global. Envolve admiração, querer bem, desejo de crescimento, enlevo com a presença, abertura para conhecer quem é de verdade esse outro ser, ir além das projeções, capacidade de lidar com aspectos diferentes e, apesar deles, genuíno interesse em criar pontes. Pegando carona no pensamento de Martin Buber: sair da dinâmica EU-ISSO e viver o EU-TU.
O Amor à relação, aqui neste conceito, o terceiro amor valioso, pressupõe que a forma como a relação se estabelece é apropriada e enriquecedora para ambos. É possível amar a si mesmo, amar o outro como a si mesmo, e amar a forma de relacionar-se com ele. Vejamos alguns exemplos que mostram o que pode acontecer quando falta algum dos Três Amores Valiosos:

1- Maria não ama a si mesma; vive questões sérias relacionadas à baixa auto-estima. Maria ama João. Maria ama a relação. Em muitos momentos se auto-deprecia, não gosta do próprio corpo, não se valoriza. Ama seu companheiro João e é correspondida. Ama a forma doce como se relacionam e a química de corpo e de alma entre ambos é ótima. Os problemas começam a surgir pois, por se sentir muito insegura, começa a criar fantasias de traição e isso vai minando a relação.

2- Ana ama a si mesma. Ana não ama José. Ana ama a relação que têm. Ana tem autoestima elevada, gosta de si mesma. A relação com José é do tipo ideal: há respeito, colaboração, amizade, química boa, comunicam-se de forma excelente. Entretanto, Ana não sente que o ama de verdade. Por considerá-lo uma ótima pessoa e por admirá-lo também sob o ponto de vista profissional, investiu emocionalmente no namoro até o presente momento, achando que o amor poderia surgiu. Mas não surgiu. E ela acha muito importante estar num relacionamento. Detesta a ideia de estar solteira.

3- Beto ama a si mesmo. Beto ama Júlia. Beto não ama a relação que têm. Beto tem auto-estima elevada, respeita-se e é autoconfiante. Ama sua namorada Júlia, de verdade. Mas percebe que a forma como a relação se desenvolve não é a melhor para ele. Parece que eles têm dicionários diferentes no que tange ao significado da palavra “namoro”. Para ela namoro é ficar o tempo todo agarrado, pensando um no outro e fazendo atividades juntos. Ele sabe que isso é importante. Contudo, tem seus próprios sonhos, desejos, aspirações, coisas que não a envolvem. Júlia vive para a relação. Beto não. Isso começa a trazer problemas aos dois.

Procurando resumir esse pensamento, portanto, em poucas palavras: mesmo sendo monogâmico é valioso que você tenha três amores., para seu relacionamento dar certo com o par que escolheu.

Observe que essas questões podem acontecer também em outros contextos como nas relações pais e filhos, ou nas amizades profissionais.O que você acha dessas idéias? Quer contribuir para alicerçá-las? Acha interessante compartilhar algum exemplo?

Beijo e paz! Com kaurinho!

(conheca mais sobre nosso trabalho, cursos e treinamentos empresariais bem como outros textos acessando: www.proserinstituto.com.br)



16- GANHEI MEU PAI: DESPEDIDA RELATIVA

segunda-feira, 29 de junho de 2009




Queridos amigos, ontem, dia 28 de junho de 2009 às 8:15h, ganhei meu pai.

Por saber que a Vida continua, não posso dizer que o perdi.

Eu o ganhei, agora numa nova dimensão, que é a verdadeira.

Deus com suas leis sábias e amorosas, permitiu que meu pai não ficasse num corpo que o aprisionava e lhe causava tantas dores. Após quase um mês de internação a libertação aconteceu.
Hoje ele renasce, ressurge, e se abre para uma vida nova

Eu e meu irmão estávamos com ele ao lado do seu leito, e o vimos seguir adiante cheio de paz.

Ele sempre desafiou a medicina. O câncer apareceu primeiramente no pâncreas e, mesmo após a cirurgia bem sucedida, seu médico lhe disse que teria uma sobrevida de apenas seis meses a um ano. Na melhor das hipóteses uns dois anos.

E isso foi há dezesseis anos. Primeira grande conquista de um triunfador.

Não se tratou de uma sobrevida sofrida, com dores e angústias relacionadas à recidiva da doença. Houve qualidade de vida e saúde estável.

Tempos depois surgiram os tumores no fígado.

A quimioterapia mensal não era agressiva, os cuidados e atenções dos médicos eram adequados e ele também viveu relativamente bem os últimos anos.

Complicações maiores vieram somente agora há dois meses, e em 02 de junho se tornou necessária a internação.

Após vermos os resultados do seu exame de tomografia computadorizada ficamos muito surpesos pois seu fígado estava repleto de lesões cancerosas. Era como se um verdadeiro aglomerado de tumores, como um imenso cacho de uvas, tomasse conta do orgão inteiramente, restando quase nada de tecido hepático saudável.

Mais um desafio à medicina. Não conseguimos compreender como ele conseguiu estar bem durante os meses iniciais deste ano numa situação como essa, sem dores, sem outras complicações, e é quase impossível imaginar que esse quadro tivesse apenas dois meses de idade.

Sempre bravo, sempre vitorioso.

Estamos todos bem, ele que partiu e nós que ficamos.

A fé na realidade espiritual, na vida pós-morte, na bondade infinita do Criador, e a certeza do reencontro, sempre nos alicerçaram emocionalmente.

Quero continuar a escrever aqui sobre descobertas e aprendizados que fiz ao longo de todos os dias em que estive com ele como seu acompanhante no hospital; compartilhar essas lições é algo que me ajudará muito e pode igualmente auxiliar outras pessoas.

Somos muito gratos a todos pelas preces, vibraçoes, e pelo carinho que recebemos.

E enviamos muitos abraços a todos.

Kau






15- MEU PAI: O HOMEM QUE ME APRESENTOU O SOL NASCENTE

segunda-feira, 22 de junho de 2009


MEU PAI: O HOMEM QUE ME APRESENTOU O SOL NASCENTE
(por Kau Mascarenhas / sábado, 21 de junho de 2009)







Hoje estou no hospital com meu pai.
A maior parte do tempo fico aqui com ele como seu acompanhante desde que foi internado há três semanas, após os tumores do fígado terem despertado quais vulcões que aparentavam estar extintos, cobrando agora atenção com erupções de alteraçôes em sua saúde.
Toca minha alma o fato de vê-lo acamado, com o corpo enfraquecido e os olhos quase sempre fechados. E nos poucos momentos em que ficam abertos, lhes falta o brilho costumeiro. Esta se mostra, sem dúvida, como a fase mais difícil que sua saúde já viveu desde que conheceu o câncer.
Estar aqui no hospital com ele me faz refletir acerca da vida e das transições que passamos enquanto espíritos humanos com mente absurdamente poderosa numa realidade corpórea com certas limitações. Igualmente, penso muito acerca dos vários significados possíveis para as dores que vivenciamos.
Lembrei-me de muitos episódios especialíssimos com os quais a sabedoria e o amor de meu pai me brindaram. Um deles foi o momento em que vi o sol nascer pela primeira vez.
Era um desses desejos que uma criança de nove anos repete para os pais várias vezes de forma insistente, por semanas. Havia assistido na TV a algum filme ou novela em que aparecia o nascente, mas àquela época nosso aparelho ainda era em preto e branco.
Imaginava o quanto devia ser lindo assistir ao espetáculo do sol estreando um novo dia, saindo glorioso por detrás do horizonte, colorindo as nuvens com as cores laranja e rosa em diferentes tons.
Numa noite de verão meu pai resolver atender meu desejo e me disse: “- Amanhã vamos juntos ver o sol nascer. Prepare-se para acordar bem cedo, heim?”
Nossa! Quase não dormi aquela noite. Para mim não era pura e simplesmente ver um espetáculo natural ou satisfazer um capricho de infância, mas ir com meu pai, eu e ele sozinhos, numa aventura diferente e emocionante. Ele me falou que não iríamos pela rua, e sim atravessaríamos as dunas de areia branca e a mata até chegarmos à praia. Para minha mente imaginativa aquilo era algo de tirar o fôlego!
Mais de três décadas se passaram. Agora ele está ali na cama à minha frente. Meu herói ferido.
Encontra-se adormecido a maior parte do tempo e, por não conseguir comer, foi necessário inserir a sonda nasal para alimentação enteral. O soro permanece hidratando e repondo sais do seu corpo por via venosa. Por recomendação médica, não deve se movimentar muito. Por isso permanece em repouso quase o tempo inteiro, e até o banho é feito no leito. De fato, não é uma situação muito confortável.
Nosso planeta não é cor-de-rosa o tempo todo.
Vivemos aqui situações que envolvem emoções como medo, raiva e tristeza, e não apenas alegria e experiências amorosas. Tudo isso é muito humano. Como diria Nietzsche, “demasiadamente humano”.
Acompanhar a doença e o envelhecimento de um ente querido mexe com questões absolutamente humanas como a nossa impotência em determinados contextos. Outro ponto em que essas situações nos tocam é a realidade de que a idade também baterá à nossa porta.
Mas como dizem alguns é muito bom envelhecer, até porque a outra opção que temos é morrer cedo. Que olhemos os fatos a partir de novos ângulos.
De todos os aprendizados importantíssimos que extraí de abordagens que se apoiam em neurociência, especialmente a PNL – Programação Neurolinguística, o mais importante em minha vida é, sem sombra de dúvida, a ressignificação.
Nós não reagimos aos fatos, mas ao significado que damos aos fatos. Dar um novo significado é como colocar uma outra moldura numa experiência e a partir de então ter reações e sensações novas diante dela.
Podemos ver a dor chegar e não mergulhar nela, se compreendermos que ela tem como significado um recado da vida para que iniciemos uma mudança.
Podemos não chegar à satisfação de uma expectativa e mesmo assim sentir algo diferente ao invés de fracasso. Basta ver que aí reside algum aprendizado a ser percebido.
Podemos considerar como grandes conquistas as pequenas mudanças na recuperação da saúde de um paciente. Por exemplo, um momento em que meu pai simplesmente se levantou da cama com nossa ajuda para um trabalho de fisioterapia para nós já se mostrou como uma vitória digna de ser festejada.
Podemos extrair enfim, de cada coisa pequenina ou até mesmo das maiores dificuldades, algum rico tesouro, separando do cascalho das dúvidas e julgamentos, as pepitas de ouro escondidas que querem se lançar sobre nossas vidas, mostrando-nos bênçãos de paz, fé, acolhimento e amor.
Meu pai me ensinou isso em muitos momentos. E aquela simples madrugada em que saímos juntos tornou-se um momento emblemático.
Ele trabalhava na Petrobrás e o bairro em que morávamos, e onde ainda reside com mamãe, nasceu de uma iniciativa do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Extração de Petróleo, daí seu nome: a sigla STIEP. Trata-se de um conjunto habitacional de classe média que possuía casas iguais e que atualmente, quarenta anos depois de construído, estão completamente remodeladas.
A leste, o bairro possui uma área preservada de mata e grandes dunas de areia muito alva, numa extensão de alguns hectares. Provavelmente, em sua parte maior, deve ter altura equivalente à de um prédio de uns seis a oito andares.
Era o lugar predileto das nossas brincadeiras da infância e da adolescência, e nos deliciávamos descendo as dunas em desabalada carreira ou rolando o corpo e chegando lá embaixo com areia da cabeça aos pés. Minha mãe havia nos proibido de ir brincar no areal pois o considerava território deserto e perigoso. Ali também já havia ocorrido acidentes com crianças sendo soterradas.
Claro que essa lei foi quebrada inúmeras vezes. Era um lugar perfeito para crianças urbanas brincarem pois, mesmo dentro da cidade, se assemelhava a uma floresta. Tinha nas suas muitas árvores várias espécies de pássaros, curiosos sagüis, calangos e cobras. Nas áreas de mata fechada se encontravam ingazeiras e cajueiros. E, é claro, lá estava o tobogã natural com muitos metros de areia branca e macia sobre a qual deslizar. Algumas vezes usávamos caixas de papelão e a diversão de descer em alta velocidade pela rampa branquinha até lá embaixo era ainda maior. Só um adulto muito ingênuo imaginaria que poderia segurar com proibições nossa vontade de fazer essas mil peripécias no areal.
Mas naquela manhã eu teria o aval de meu próprio pai para escalar as dunas e para me embrenhar na mata. Melhor, ele estaria na aventura comigo!
Saímos de casa ainda com a escuridão da noite; a lua e um montão de estrelas brincavam no céu, sem pressa para se recolher. No entanto, mais ao longe, alguma claridade já despontava fazendo o firmamento ter um azul menos profundo em certas áreas. Meu irmão, três anos mais novo, continuou dormindo gostoso em sua cama. Ao sair, orgulhoso, eu pensava: “essa não é uma missão para ele, uma criança pequena, mas para mim, um corajoso explorador com nove anos de idade!”
Sentir a mão do meu pai segurando a minha me enchia ainda mais de orgulho.
Descemos o barranco que havia no final da nossa rua e rumamos para as dunas. Nosso destino final: ver o nascer do sol na praia.
Chegamos logo ao areal e antes de subir a grande ladeira feita de grãos branquinhos e finos, retiramos as sandálias de borracha e as prendemos nos dedos das mãos calçando-as como luvas. Foi possível sentir como a areia estava fria e úmida após ter recebido o orvalho da noite. Era muito gostosa a sensação dos pés entrando na areia, vencendo a camada mais dura e levemente molhada e encontrando a camada de baixo, mais solta, igualmente fresca mas com textura diferente, que deslizava por entre os dedos. As sombras ainda dominavam a paisagem e os grilos enchiam o ar com seu insólito cântico.
Meu pai e eu subimos o morro usando também as mãos munidas com as sandálias havaianas, como apoio, e ao chegarmos no topo, uma espécie de platô que se estendia por mais uns 150 a 200 metros até a descida da mata, sentamos ali para respirar um pouco, descansar os músculos das coxas, e olhar a paisagem. À época quase nada havia além das casas do STIEP e mais um ou outro prédio salpicando os bairros do Costa Azul e da Pituba bem adiante. E logo ali, às nossas costas, a mata que descia e nos levaria à praia do Jardim de Alah com seu coqueiral, um cartão postal da bela cidade do Salvador.
Hoje a realidade é bem diferente e são inúmeros os empreendimentos imobiliários da região que ainda fazem pipocar mais e mais prédios altos todos os anos. Se escalarmos o areal atualmente teremos outra visão. Espero que essa área continue preservada e possa continuar representando para muitos meninos o cenário de aventuras que foi para mim, meu irmão e meus amigos.
Começamos a andar no platô e antes de chegarmos à mata meu pai falou:
- Cuidado! Olhe isso aqui, meu filho. Quase pisamos neles – falou sussurrando.
Eram dois calanguinhos verde-azinzentados dormindo abraçados na areia, tendo o maior não mais que quinze centímetros, já contando com a cauda.
Fiquei encantado. Já ia dirigindo minha mão para tocá-los e meu pai impediu.
- Não, filho. Eles têm o direito de dormir mais um pouco pois o sol ainda nem acordou. Deixe os bichinhos em paz.
Durante nossa infância meu pai sempre aproveitava ocasiões como aquela para nos dar lições sobre ecologia e respeito a todo e qualquer ser vivo.
Depois de descermos o areal do outro lado, enveredamos pela mata acompanhando o fino riacho daquela região a que chamávamos de “Paraíso”. Anos mais tarde aquele local seria usado por usuários de drogas e representaria perigo se acessado à tardinha e à noite.
Ao todo foi uma caminhada de 20 minutos no máximo, e chegamos à praia antes das 5:30.
As nuvens não permitiram ver o astro-rei sair por detrás do horizonte como eu havia sonhado, no entanto o espetáculo se mostrou ainda mais impressionante.
Ao sentarmos na areia, com os olhos voltados para o horizonte, víamos altos cúmulos cinzentos que escondiam o sol mas deixavam seus raios saírem espremidos por entre suas bordas rendilhadas e coloridas em tons dourados e rosáceos. Eram lindos e bem definidos os filetes de luz que se esgueiravam permitindo que desenhássemos com a mente o ponto central escondido pelas nuvens. A imagem fazia lembrar um quadro com uma representação católica do Sagrado Coração de Jesus que minha avó tinha na sala de sua casa.
Aqui e ali uma gaivota lançava seu trino característico enquanto a brisa soprava nossos cabelos. Sobre o mar a luz também demonstrava seu poder e sua arte, derramando uma miríade de pontos luminosos horizontais ao longe, dançando em cores diferentes ao sabor das águas e, na beirinha, deixando a espuma mais branca na faixa de quebra das ondas. Bem perto dos nossos pés a areia se convertera num espelho que refletia toda a beleza que era construída nas alturas.
Não sei ao certo quanto tempo ficamos ali contemplando a pujança daquele nascente que Deus havia nos dado. Quem conhece meu pai sabe que ele não é de falar muito. Portanto, é bom que se diga que aquele foi um instante cheio de cor, brilho, afeto, mas, igualmente, de paz e silêncio.
Eu era ali um menino muito feliz. Tinha meu pai da terra sentado ao meu lado, e o Pai dos céus se esmerando acima de nossas cabeças em construir mais uma das suas lindas e únicas obras, nos ofertando um momento mágico para guardar no coração. Meu primeiro sol nascente.
Hoje estou aqui no hospital com ele e o vejo dormindo enquanto digito esse texto. Penso nesses dois pais maravilhosos. O pai que me deu o corpo físico e o Pai que soprou a vida que tenho, como espírito. Sou muito grato a ambos.
Os dois são tranqüilos; serenos e silenciosos. Ambos são de poucas palavras, mas muito presentes.
Vejo a presença de Deus, carinhosa e sossegada, em tudo o que me cerca e na bênção que é existir. E acompanhar a resistência de meu pai, pacífica mas firme, também me faz ter muita fé sempre. É hoje a sua forma de estar presente em minha vida e de continuar me ensinando.
Em vários momentos ele driblou corajosamente todas as expectativas sombrias dos prognósticos médicos.
Após a primeira cirurgia para retirada de um tumor de pâncreas, os médicos previram de 6 a 12 meses de vida. E isso aconteceu há 16 anos. Homem forte!
Recorremos à medicina do mundo material e à do espiritual para ajudar em seus processos de cura. Orações, vibrações, passes, fluidoterapia, tratamento mediúnico, além de todos os recursos que o mundo pode oferecer. Os resultados foram excelentes e ele teve uma vida praticamente normal, de saúde boa e estável em quase todo esse tempo.
Nos últimos cinco anos o câncer acordou em outro órgão, o fígado, e a partir de então ele começou a apresentar seus altos e baixos. Contudo, sempre se saiu bem e nos fez boas surpresas. Certamente, fará o mesmo outra vez.
Sei que qualquer momento de dor pode ser também oportunidade de crescimento e de grande aprendizado. Estou tirando dessas três semanas de hospital com ele preciosas lições sobre a delícia de cuidar de quem se ama, a bênção de servir a quem tanto já me serviu, a glória de fazer sentimento virar ação em favor de quem precisa, a ajuda de várias pessoas que nos dão sua generosa presença e seu carinho curador, enfim, a inefável e doce comunhão de almas que se colocam juntas para atravessar mais facilmente uma fase de desafios.
Hoje, aqui no hospital, estamos ligados para mais uma aventura. Só que dessa vez meu pai é meu filho.
Assim como ele me convidou naquela madrugada a pegar sua mão para ver o nascer do sol, hoje sou eu que aperto a sua e lhe digo que o amo, e que estou ao seu lado, enquanto ajudo os enfermeiros a fazerem algum procedimento. Podemos ressignificar esse instante numa nova aventura a desfrutar juntos.
Protejo o seu sono das formas como posso, procurando diminuir o entra-e-sai bastante comum num quarto de hospital, deixando que durma tranquilamente, assim como ele fez com os pequenos lagartos do areal naquela madrugada.
E olho para o alto pedindo a Deus proteção e paz, saúde e forças, recordando daquele início de dia com suas nuvens coloridas e dos raios de sol que delas saíam, fulgor amoroso, que poderia representar o coração acolhedor e compassivo do Criador.
Ele está na cama dormindo sob o efeito de remédios e eu lhe repasso uma informação que me chegou há pouco tempo, a partir de minha querida amiga, especialista em neuroaprendizagem, Inês Cozzo:
“Pai, lembre que você é Carlos e tem o Rei dos Nomes. Cada uma das suas letras representa uma majestade: “C” de Cristo, o Rei dos Reis. “A” de Amor, o rei dos sentimentos. “R” de Rosa, a rainha das flores. “L” de Leão, o rei da selva. “O” de Ouro, o rei dos metais. E “S” de Sol, o astro-rei.”
Demonstro meu amor com meu olhar, minhas palavras ou meu silêncio, meu toque, meu apoio. Digo o que posso. E, às vezes, mesmo calado, da forma como ele gosta de se comunicar, envio o pensamento: “saiba que estou aqui do seu lado, como seu filho, súdito, admirador e companheiro de caminhada”.
E me encho de esperança ao me lembrar que Deus está silenciosamente ao nosso lado também.
Comigo e com ele.
Pois antes de ser meu pai ele já era filho de Deus.

14- CLIP DA MINHA CANÇÃO "QUERO NASCER": Em favor da Vida

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Amigos, dentre as canções do meu cd Vida Nova (editora Altos Planos), essa é uma das que mais tem servido a campanhas por todo o país e até no exterior.

Trata-se da minha composição entitulada "Quero Nascer". Muitas campanhas de religiões diversas que buscam a valorização da vida, especialmente em prol do respeito àquele que ainda está no ventre da sua mãe, utilizam-na como tema musical.

Isso me enche de grande contentamento, por saber que a arte pode evitar muitos abortos e fazer com que mães jovens procurem os recursos necessários à manutenção da vida que abriga em seu corpo.

Pedidos e vendas: www.altosplanos.com.br / comercial1@casadosespiritos.com.br

Pode ouvir e dar sua opinião.

Grande abraço, com kaurinho!

Kau

Canção Quero Nascer, cd Vida Nova

com 14 canções, editado pela Altos Planos

www.kaumascarenhas.com.br

www.mudandoparamelhor.ning.com

13- RECADO DO LAGO (Texto do meu livro "Mudando para Melhor", ed. Altos Planos)


Recado do Lago


(Kau Mascarenhas)




Sou um lago que reflete o azul do céu, embora não seja o céu.
Mesmo sendo lago, tenho o sol em meu espelho, tenho as nuvens em minha superfície, tenho a lua e as estrelas me adornando.
Vou mudando de forma, continuamente, a depender da estação do ano. Posso tornar-me menor ou maior, mais calmo ou mais movimentado, mais cristalino ou com águas mais turvas.
O mais importante é a riqueza que guardo em meu interior, os peixes que abrigo e a vida que habita ao meu redor, as flores que permito existir às minhas margens e as aves que vêm se encontrar e brincar com minhas águas.
Nunca serei o mesmo e sempre serei eu mesmo.
Não temo a mudança - eu a abençôo.
E quando, mais tarde, deixar definitivamente de ser lago, minha água habitará o oceano ou o mais profundo veio da terra; meu leito será, talvez, uma floresta; e minha memória estará eternizada em todos os que se beneficiaram com meu ser inconstante.


(Texto extraído do livro Mudando para Melhor - programação neurolingüistica e espiritualidade, de Kau Mascarenhas, Altos Planos Editora)

12- A FAGULHA ENTRISTECIDA: Uma Metáfora Sobre Auto-estima (experiência de psicodigitação)

Durante o Simpósio Espírita do Rio Grande do Norte, em exercício de psicodigitação, deixei minha mente relaxar e escrevi essa metáfora que fala sobre auto-estima.
Não posso dizer que se trata de uma comunicação essencialmente mediúnica. O tema em questão é parte da minha vida profissional, pois ensino em meus curso e palestras, dentro de estradas diversas do Desenvolvimento Humano, como a PNL, aspectos que levam as pessoas a amarem mais a si mesmas.
Dedico-me ao labor de escrever, tenho um livro publicado e caminho para lançar o próximo provavelmente até o início de 2010. Portanto, a habilidade de escrever não é algo fora do meu dia-a-dia profissional. Reconheço no texto o meu próprio estilo. Quem já leu meus escritos também é capaz de ver a minha forma nele representada. Sou apaixonado por contos, fábulas, enfim, metáforas que produzam transformações em quem as lê.
Durante o curso Practitioner - Fase II, Curso Avançado de PNL, ensino os alunos a escreverem metáforas transformadoras que possam ajudar pessoas em seus processos de mudança.
Seria mais fácil reconhecer um trabalho genuinamente mediúnico que venha a partir de alguém que não tem as habilidades em questão.
Existem casos de pessoas iletradas que, em transe, escrevem lindos textos filosóficos ou tratados científicos. Outros que, mesmo sendo cultos, nunca foram à escola de medicina. No entanto, fazem diagnósticos precisos e receitam o fármaco mais adequado para o caso de um doente, quando se vêem na influência de um espírito.
Dessa feita, apenas fiquei com a mente relaxada no exercicio, juntamente com outras pessoas, e permiti que as idéias fluissem.
O texto veio tranquilamente, e bastante completo em sua estrutura.
Normalmente quando escrevo é assim que acontece.
Para mim que estudo a vida transcendente desde os 16 anos quando comecei a me interessar pelo espiritismo, a partir da leitura dos livros de Chico Xavier, a mediunidade é uma realidade absolutamente concreta. Ela possui diversas formas e é uma ponte real entre o mundo material e o extra-físico.
Entretanto, levo em consideração a orientação kardecista que nos diz para procurar incialmente todas as causas materiais de um fenômeno e só depois recorrer às explicações espirituais.
Portanto, não posso garantir que se trata de uma comunicação mediúnica.

Bem, não importa exatamente o processo que construiu o conto, se foi de minha autoria ou se na verdade é o trabalho criativo de uma mente desencarnada. O importante é o conteúdo.

Há trabalhos medúnicos de beleza e valor inquestionável, e há também obras bastante medíocres.
Que analisemos o teor, o conteúdo, a mensagem.

Pode também ter sido uma obra de parceria. Na mediunidade intuitiva as coisas acontecem de forma menos ostensiva, não há propriamente uma entidade assinando o trabalho nem um transe comum com todas as caracteristicas conhecidas, como perda total ou parcial da consciência e coisas tais.
As mentes do medium e do espírito se irmanam e trabalham juntas. Penso que a maior parte das pessoas vive esse tipo de intercâmbio sem se dar conta.

Sem mais delongas, segue aqui o texto e fica a critério de vocês pensar se foi meu ou de uma inteligência extra-corpórea. Saliento que eu o digitei em vinte minutos, quase sem correções.
Enquanto eu e mais três voluntários nos colocávamos à disposição do palestrante condutor da experiência, o querido amigo Lindomar Coutinho, um público de aproximadamente cento e cinquenta pessoas nos assistia. Local: auditório da FESA - Natal, Rio Grande do Norte, em 30 de maio de 2009, durante o XIV Simpósio Espírita do RN.

Observação: o termo psicodigitação se refere à atividade mediúnica em que o medium trabalha escrevendo diretamente no meio eletrônico, computador, enquanto a palavra psicografia diz respeito ao trabalho feito através de lapis ou caneta, tendo papel como suporte.

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A Fagulha Entristecida
(Kau Mascarenhas)

Doída por ser tão pequena, a fagulha queixava-se de nada poder fazer. Não era bela como as labaredas da fogueira que crepitavam aquecendo os aldeões, ajuntados ao seu redor.
Não era precisa e poderosa como o raio que cortou o céu em diversas tempestades e gerou espanto na população, que em suas cabanas orou rogando aos céus proteção.
Não podia comparar sua insignificante luz ao brilho das estrelas que pontilhava o firmamento, ou do plenilúnio que, de forma absoluta reinava naquela noite.
A pequena fagulha ainda se perdia nas desnecessárias divagações auto-piedosas e depreciativas, e buscava encontrar o sentido de seu mísero existir quando de um momento para o outro, tudo escureceu.
O vento soprou mais forte e assanhou o cabelo das ciganas, arrancando-lhes os adornos, logo após ter apagado a fogueira. No céu, nuvens encobriram a lua e as estrelas. Minutos antes não havia qualquer indicio de que uma tempestade iria aparecer naquelas paragens.
Curiosamente, a escuridão fez com que a fagulha fosse enxergada por todos.
Ela não era um raio na tempestade assustando pessoas nem os astros do céu enfeitando a abóboda celeste com pingos de luz.
A fagulha não era uma fogueira que permitia calor, aconchego e o preparo de alimentos para aqueles felizes ciganos. Mas lhes chamou a atenção.
A fagulha nunca se sentiu tão observada, todos pareciam encantados com ela.
Cercando-a e observando-a com atenção, eles sorriam ou trocavam comentários admirados, esquecendo inclusive da tempestade que se mostrava cada vez mais perto.
Era um povo que sabia valorizar tudo o que vinha da Mãe Natureza e, por menor que fosse, a fagulha se mostrou importante naquele momento.
Um mestre do acampamento se aproximou. Era um ancião muito sábio.
A fagulha não imaginava que seria tocada por aquele ser tão importante.
Ele a tocou gentilmente, e a carregou consigo enquanto se colocava à frente do grupo. Com ela docemente acomodada na palma de sua mão direita, disse ao seu povo:
- Queridos, estando aqui com essa pequena luz aproveito para usá-la na minha lição desta noite. Nada pode representar melhor o que pretendo lhes ensinar. A nossa fogueira não resistiu ao vento. O céu, cobrindo-se de nuvens, escondeu as luzes que há poucos instantes nos distraía os olhos. Mas essa pequena luz permanece nos encantando com seu brilho esmeraldino.
Todos estavam silenciosos e bebiam as palavras do idoso que parecia cercado de uma luz diáfana e misteriosa. Queriam saber onde o mestre iria chegar, com suas palavras tão gentis dirigidas àquela pequena luz. E a própria fagulha ainda não entendia onde estava a importância que o velho percebia nela.
- Meus filhos, muitos dos astros que brilhavam no céu há poucos instantes já deixaram de existir, uma vez que milhares de anos-luz nos separam do espaço em que orbitam. Esta pequena luz que aqui está, não. Ela mostra sua presença e mesmo tão minúscula continua existindo e se mantendo. A própria lua que agora se encontra encoberta por negras nuvens, apenas reflete a luz de um astro maior, o sol. Mas a nossa pequena luz aqui tem brilho próprio, que vem de si, e não toma emprestado luminosidade de outrem. Os raios que cortarão o céu em breves instantes durante a tempestade, nunca serão tocados, nem mansos como ela que aqui nos oferece o que pode. Mesmo pequena, tudo o que tem ela nos dá. Não ameaçará nossas plantações como eles, nem queimará nossas cabanas, como os indisciplinados raios que fazem dormirmos assustados nas noites de chuva feroz. Olhem que coisa curiosa... Ela é cheia de autonomia, cheia de flexibilidade e leveza, a tal ponto que a lançarei agora no ar e ela viajará para onde quiser, voando pela noite.
Dizendo isso, o sábio sacudiu a mão no ar e a pequena fagulha voou no espaço, flutuando e sendo acompanhada pelos olhos curiosos de todos os que ali se encontravam no círculo.
- Todos nós somos como essa pequena luz, continuou o idoso, e podemos usar tudo aquilo que temos, por menores que sejam nossas possibilidades, para encantar o mundo e a vida daqueles que estão na escuridão.
Dizendo isso, o mestre pediu que todos voltassem às suas cabanas, prendessem os animais e fizessem seu acampamento-aldeia se preparar da maneira mais segura para a tempestade que não demoraria a chegar.
Todos estavam mais felizes e entenderam o que o sábio queria dizer. Aquele pai-avô-mestre-guardião estava animando a todos a encontrar a própria luz e a fazer cada qual a sua parte, pois o mais importante é que nos sintamos especiais sendo quem somos.
Já a pequena fagulha, encontrara a resposta para o sentido de sua existência. Não mais se diminuiria diante de luzes maiores que ela.
Não mais viveria em angústia por imaginar-se insignificante.
Sabendo-se importante, dona de sua própria luz, luz que não se apagava mesmo com o sopro do forte vendaval, capaz de voar pelo céu e de escolher seus caminhos, estava mais feliz também por perceber que servira ao mestre em sua lição para pessoas que agora, gostariam mais de si mesmas.
Agradeceu a Deus por ser do seu jeito. Minúscula, mas bela. Dona do brilho que emitia e senhora dos seus vôos e caminhos. Uma verdadeira jóia flutuante.
A fagulha finalmente sentiu-se feliz por ser quem era: um singelo vagalume.

(Kau Mascarenhas)

11- AQUI E LÁ: Carta aos que "perderam" uma criança


Escrevi esse texto para uma família enlutada. O bebê, após longos meses de doença, não resistiu e morreu. Senti-me solidário com a dor daqueles pais, e de toda a família.

A forma que tive de ajudar foi escrevendo essa carta.

Espero que sirva para aplacar outras dores semelhantes.


Beijo e paz a todos!


Kau


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Partiu, o anjo. Assim como veio, ele se foi.

Rápido. Tinha asas ligeiras.

Sua missão era trazer esperança e fortalecer laços de amor.

Sim, qual a melhor razão para chegar um anjo em nossas vidas?

Dizer, sem palavras, que existe o outro lado e que Deus continua acreditando em nós sempre, mesmo que nós não acreditemos nEle o tempo todo.

Seu vôo suave e tão breve veio mostrar o dinamismo da vida e lembrar que tudo se renova, tudo continua.

O anjo veio também para unir, fortificar os laços. Ele queria aproximar os corações que o tempo e os desencontros das estradas distanciaram.

Aqui ele deixou lições ricas em superação, cheias de encantamento.

Fez ver o quanto pode o Amor quando colocado a serviço de um propósito.

Quanta energia ele fez surgir! Muita gente aqui despertou, e se movimentou, e fez coisas acontecerem por causa dele!

Agora ele está lá.

E lá, numa escola feita com sonhos e flores, ele foi recebido pelos anjos professores que lhe deram parabéns. Ele fez tudo o que precisava e queria fazer.

Foi congratulado pela inocência em seus esboços de sorriso que renovavam forças em momentos de dor.

Foi premiado pela placidez que conservou nas horas em que tudo parecia ruir. Foi abençoado por ter aprendido e ensinado tantas lições transformadoras. Sua história foi curta, mas bem escrita.

De lá ele nos observa agora. Vê que, aqui, ainda choramos, e que igualmente somos crianças. Mas ele compreende que em nós há lágrimas pedindo para sair e precisam ser escoadas.
Contudo, com o carinho excelso que só os anjos possuem ele pede para que, no tempo certo, sequemos nosso pranto. Pois se chorarmos daqui, ele chorará de lá também. Os anjos são assim...

E se acreditarmos na Sabedoria Infinita que rege a Vida, saberemos que as asas novas dele se alimentam dos nossos sorrisos, e quanto mais fortes estivermos mais ele se sentirá feliz. Mais firmemente poderá voar.

Felicidade é um grande chamariz para os anjos, sabia?

Assim sendo, logo ele poderá voar por aqui de novo. De fato, o aqui e o lá são terras distantes.

Entretanto, a conexão entre nós e o anjo permanece. Pois entre esses lugares existe uma linda ponte.

É eterna, mesmo invisível.

E, por isso, mais forte que a rocha, embora feita com o pó brilhante das estrelas.

É uma ponte muito bela...

Ela se chama Amor.