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O papel social do atleta - PORTAL AHE

terça-feira, 27 de dezembro de 2011


Para especialista em coaching  Jaqueline Weigel , atletas são ícones, modelos para a sociedade. Por isso, precisam estar atentos às atitudes e escolhas o tempo todo

O atleta profissional tem grandes desafios. Entre eles, vencer. Mais difícil do que vencer, é manter-se equilibrado e desempenhar bem seu papel profissional e social. Existe um papel social atrás de cada atleta ou de cada celebridade, e é, nesta hora, que percebemos quem está preparado para esta responsabilidade ou não. Papel é o que se espera de uma pessoa em uma determinada posição.
 
Atletas são ícones, são modelos, e precisam estar atentos às suas atitudes e escolhas o tempo todo. Não existe a menor possibilidade de virar celebridade e não ser observado, copiado ou criticado. Nosso Pelé fala em Edson e Pelé como se fossem duas pessoas diferentes. Isto mostra que está claro ao Rei do Futebol a grande responsabilidade que é ou foi ser Pelé.
Quando se está num papel de destaque, é preciso saber as qualidades necessárias para ocupar esta posição, e os valores que devem ser respeitados para que o destaque tenha impacto positivo na plateia que os observa. Os atletas e as celebridades influenciam crianças e jovens a construírem seu modelo pessoal e profissional. O despreparo emocional e comportamental do atleta tem vários impactos sociais negativos.

Quando a imagem está desgastada, é melhor “bater em retirada” e acionar o modo preservação. O recente caso envolvendo o jogador de futebol Adriano mostra que certo ou não, a credibilidade está altamente comprometida.

Ser um atleta exige esforço e disciplina, e isto precisa ser estendido para vida pessoal. Não tem valor algum o sucesso do atleta se ele não pode servir de exemplo no seu tempo ou de referência no futuro.

Contas bancárias milionárias, festas, mulheres e carrões deveriam ser detalhes não o tema principal das reportagens de pessoas de sucesso. Temos excelentes exemplos a seguir: Ayrton Senna do Brasil é um dos melhores, perpetuado e respeitado até hoje, e ícone absoluto do seu tempo.

Como o coaching pode ajudar no sucesso do atleta

domingo, 20 de novembro de 2011



Especialista diz que habilidade não basta. É preciso comprometimento, a clareza do papel e disciplina para controlar a emoção, por Jaqueline Weigel


Coach é um termo amplamente conhecido no universo esportivo. Para os menos habituados, coaching é processo com foco em ação e comportamento. E o que uma coisa tem a ver com a outra? Tudo e nada!
O termo coaching vem de carruagem, que transporta pessoas de um lugar para o outro, e é isso que um coach profissional faz: leva você do lugar atual para um lugar futuro, melhor que o presente. O termo coach, assim como no esporte, é quem "treina" o jogador, prepara, desenvolve, apoia, motiva. Mas não joga.

Este é um princípio importante do trabalho de um coach: ele não dá respostas nem fórmulas prontas. Ele acredita que o cliente seja portador de talentos e especialista da sua própria vida. Ao coach, cabe extrair o máximo do potencial de seu cliente, de forma consciente, estruturada e prática. Tecnicamente, coaching é o processo, coach o profissional e coachee o cliente. Não há tradução deste termo em português.

E como o esporte pode beneficiar-se desta metodologia tão poderosa e eficaz no mundo dos negócios? Entendemos que talentos físicos são muito importantes, mas não bastam para o sucesso de um atleta ou de uma equipe. Os talentos têm prazo de validade se não estiverem acompanhados de habilidades de comportamento como foco, disciplina, coragem, determinação, reação à adversidade e competência emocional.

A beleza de Gisele Bünchen por si só não bastaria. As habilidades de comportamento, como o comprometimento, a clareza do papel, a disciplina, a determinação foram fundamentais nesta trajetória de sucesso. Se estudarmos a biografia de atletas ou pessoas que se destacaram, veremos que não é questão de sorte, e sim de esforço, do bom esforço.

Outro bom exemplo, é o jogador Neymar. Se ele, bem sucedido tão jovem, pudesse aprender a usar suas emoções com serenidade, provavelmente teria um futuro a médio e longo prazo mais estruturado. A dose de sucesso é excessiva para um menino, e apenas o pai ou o treinador não são suficientes para desenvolver estas habilidades. Psicólogo também não.

O caso dele não é de terapia, por enquanto. Ele passa a impressão de menino centrado, com valores importantes e tem tudo para ter sucesso (a curto, médio e longo prazo), para administrar bem sua carreira e servir de bom modelo a outras pessoas a crianças do futuro.

Só um bom empresário não basta. É preciso que Neymar cresça emocionalmente, de forma prática, inteligente para absorver tudo isso sem se perder em luxúria, crises, conflitos e ambições desmedidas que normalmente acompanham todo este processo.

Diante do nosso cenário, pergunto: Será que nossos atletas estão preparados para os eventos esportivos que o pais sediará em 2014 e 2016? Tenho dúvidas. Penso que se falássemos menos de penteados, fãs alucinadas, glamour e colocássemos o foco na preparação física, psicológica e comportamental, as chances de sucesso aumentariam. Afinal, sediar não basta, queremos fazer parte dos atletas vencedores nesta grande festa.

Acredito que, em curto espaço de tempo, treinadores, preparadores e atletas serão beneficiados por esta poderosa modalidade. Quem sabe assim teremos mais superação e menos crises emocionais para administrar...

http://www.ahebrasil.com.br/noticias/2011/11/16/performance/como+o+coaching+pode+ajudar+no+sucesso+do+atleta.html

Jaqueline Weigel é senior coach executiva formada pelo Integrated Coaching Institute (ACTPSH) da International Coach Federation (ICF) e graduada em Gestão de Pessoas e Gestão por Competências pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ela também é especialista em coaching corporativo e executivo e diretora da Weigel Coaching Desenvolvimento e do Núcleo de Coaching da Integração.