O primeiro prédio do Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-Tec), na região Noroeste da Capital, a ser construído em regime de parceria público-privada (PPP) já atraiu o interesse de 96 empresas. O edital do empreendimento, com investimentos estimados em R$ 465 milhões, deverá ser publicado na segunda quinzena de agosto, segundo o presidente do BH-Tec, Ronaldo Pena.
De acordo com Pena, foi concluída recentemente uma pesquisa de demanda com empresas da região interessadas em alugar espaços no novo prédio. O estudo concluiu que a demanda já alcança uma área de 38 mil metros quadrados, mais que a área disponível no primeiro edifício a ser construído, que é de 30 mil metros quadrados.
A maior parte das empresas que apresentaram interesse, conforme o presidente, são da área de Tecnologia da Informação (TI). O estudo foi realizado em parceria com a Fumsoft.
Segundo o presidente do BH-Tec, o estudo visa disponibilizar aos interessados em participar da concorrência da construção do prédio dados que possibilitem a avaliação de risco do empreendimento, uma vez que o retorno financeiro virá do aluguel de espaços no edifício.
A concorrência para escolher a empresa que irá participar da parceria deverá ser publicada na segunda quinzena de agosto. Pena explica que no dia 14 de agosto o Conselho de Administração do parque irá se reunir para aprovar o edital.
Ele lembra que o início do processo licitatório foi postergado algumas vezes neste ano. A primeira estimativa era de que a concorrência fosse iniciada em abril úlimo. Porém, segundo ele, foram realizados ajustes para tornar a PPP mais atrativa.
Além disso, conforme Pena, neste mês foi publicado o edital da Agência Brasileira da Inovação (Finep). Serão disponibilizados R$ 640 milhões para parques tecnológicos em desenvolvimento e em operação no Brasil. "Este edital é muito interessante para o projeto do BH-Tec", afirma.
A PPP do BH-Tec compreende a construção de um complexo de 207 mil metros quadrados formado por cinco edifícios e uma praça de convivência. O empreendimento será construído por etapas. Somente depois que o primeiro edifício estiver 80% ocupado é que o empreendedor poderá construir o segundo prédio.
Projeto
O projeto arquitetônico do novo prédio a ser construído no parque será apresentado amanhã para as empresas do setor de TI na sede do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). No evento, em parceria com as entidades que compõem o Programa MGTI, serão discutidas propostas de adequação e facilidades para os estabelecimentos interessados no BH-Tec.
A modelagem da PPP foi realizada pelo BDMG. A instituição de fomento coordenou os estudos jurídicos, de planejamento urbanístico e arquitetônico, de avaliação econômico-financeira e estruturou o plano de negócio do BH-Tec.
O parque tecnológico está instalado em área de 535 mil metros quadrados contígua ao campus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A primeira etapa de implantação do BH-Tec foi iniciada em 2005. Na ocasião, o governo estadual investiu R$ 120 milhões para a construção de um edifício, no setor de empreendimentos públicos. Inaugurado em maio do ano passado, hoje reúne 15 empresas de base tecnológica e uma entidade do setor de biotecnologia.
Atualmente, o empreendimento está na fase de concessão à iniciativa privada, com previsão de conclusão no prazo de seis anos. Mais adiante, considerando as expectativas positivas de demanda de empresas de base tecnológica e do crescimento da economia do conhecimento, sobretudo no Vetor Norte da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), mais sete edifícios podem ser erguidos na área destinada aos empreendimentos privados.
O BH-Tec é uma parceria entre a UFMG, governo de Minas, Prefeitura de Belo Horizonte, Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Minas Gerais (Sebrae Minas).
Fonte: Rafael Tomaz - Diário do Comércio
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BH-Tec já tem 96 interessados em se instalar no local
quarta-feira, 24 de julho de 2013
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Minas Gerais vai desenvolver startups
terça-feira, 7 de maio de 2013
Minas Gerais poderá ser o primeiro estado brasileiro a ter um projeto voltado para o desenvolvimento de startups, empresas de base tecnológica com elementos de inovação e alto potencial de progressão. Um projeto de lei, que foi enviado ao Poder Legislativo pelo governador Antonio Anastasia, pretende criar o Startup Minas, programa que visa fomentar o empreendedorismo com incentivo financeiro. Iniciativas similares e bem-sucedidas podem ser vistas no Chile, Estados Unidos e Israel.
"Uma proposta desse tipo causa um efeito cascata pois um empreendedor vai despertar outros que talvez nem tenham conhecimento que são empreendedores", afirma o cofundador e conselheiro da Associação Brasileira de Startups (ABStartups), Tomás Duarte.
De acordo com o superintendente da Sociedade Mineira de Software (Fumsoft), Márcio Tibo, a participação de uma política pública é fundamental, pois cria um mecanismo que gera emprego e renda de forma estruturada e com grande alcance. " um multiplicador de ideias", comenta.
Para o empreendedor da Startup Rock Content, Vitor Peçanha, um programa do governo que incentive e auxilie de forma organizada vai ajudar a colocar Minas no mapa. "Haverá mais negócios no Estado, mais geração de riqueza."
O governo do Estado foi procurado pela reportagem do DIÁRIO DO COMÉRCIO, mas não quis se pronunciar antes da tramitação do projeto na Assembleia Legislativa.
De uma maneira geral, além de dar incentivo financeiro, os programas públicos de fomento às startups também oferecem a ajuda das chamadas "aceleradoras", organizações com visão aprimorada de mercado que auxiliam os empreendedores a obter um crescimento rápido.
San Pedro Valley - Em Belo Horizonte, mesmo sem o suporte do poder público, as startups da região já são destaque no Brasil e no mundo. Com 53 empresas de base tecnológica, o polo de startups da Capital ou San Pedro Valley, como ficou conhecido, ganhou espaço recentemente nas páginas da revista americana "The Economist".
A matéria comenta as potencialidades do polo e elenca as vantagens da capital mineira para essas pequenas empresas de base tecnológica, entre elas custo de vida mais baixo e o fato de ter quatro das 10 melhores universidades elencadas pelo Ministério da Educação.
Minas Gerais é o terceiro estado brasileiro em número de startups, com 73 empresas desse tipo. Só perde para São Paulo, com 326, e Rio de Janeiro, com 110. Foi em Minas que nasceu a Akwan, primeira startup adquirida pelo Google fora dos Estados Unidos. Também há a Samba Tech, cujo faturamento já ultrapassou a marca de R$ 10 milhões por ano.
Para Duarte, da ABStartups, além da qualidade das universidades e do baixo custo de vida, Belo Horizonte também traz a vantagem de não ser uma cidade gigantesca como São Paulo ou Rio de Janeiro. Isso facilita o encontro dos empreendedores para troca de ideias. "Assim, cria-se um compartilhamento de experiência, um espírito de empreendedorismo. melhor destacar o polo do que um projeto individual", explica.
Atualmente, não se sabe ao certo mensurar o potencial econômico dessas empresas. "Estamos fazendo um levantamento para ter números do setor. Queremos saber quanto faturam, quantos empregos geram", comenta Duarte.
Para o empreendedor da Startup Rock Content, Vitor Peçanha, um programa do governo que incentive e auxilie de forma organizada vai ajudar a colocar Minas no mapa. "Haverá mais negócios no Estado, mais geração de riqueza."
Na avaliação do cofundador do Hub BH, espaço referência de co-work, André Maciel, o Startup Minas irá posicionar Minas Gerais e Belo Horizonte como grande foco para o desenvolvimento de negócios inovadores na América Latina. "Acredito ser de extrema relevância a diversificação do nosso cenário empreendedor, em uma economia local que ainda tem como carro chefe as commodities da mineração, aço e também a construção civil", considera.
Mineiros buscam ajuda no Chile
Empreendedores mineiros com boas ideias foram buscar ajuda fora para poder dar andamento às suas startups. É o caso de Mateus Vieira Lana, da SI2, que participou do Startup Chile e ficou encantado com a experiência.
"Encontrei empreendedores do mundo inteiro, todos com o mesmo objetivo. A troca de experiência foi muito intensa", afirma Lana. Além da verba para investir na startup, ele também participou de grupos de discussão, workshops, palestras e até hoje continua em contato com a equipe do Chile.
Lana diz estar otimista com a possibilidade de ter ajuda do governo de Minas e acredita que isso pode aumentar o nível de empreendedorismo no Estado. "O projeto do governo pode ser um motivo para empreender. Os jovens possuem muitas ideias, mas não têm poupança para poder se dedicar inteiramente a um projeto", comenta.
A turismóloga Alice Neves Thomé, mineira da Zona da Mata, também passou pelo Startup Chile. De acordo ela, o dinheiro que recebeu como incentivo do governo local viabilizou seu projeto, porém a melhor experiência foi a rede de contatos que ela fez com outros empreendedores. "Além do aprendizado, a vivência com outras pessoas traz uma motivação muito grande. Empreender é muito difícil. As startups florescem melhor se estão conectadas." (JDM)
Modelo de negócio escalável
As startups são empresas de base tecnológica que possuem um modelo de negócios “repetível e escalável”, ou seja, é capaz de oferecer o mesmo produto em escala ilimitada e crescer cada vezmais, sem prejudicar o modelo de negócios.
Também se caracterizam por ter a curva de receita sempre ascendente, muito maior do que a curva de gastos. "É uma estrutura enxuta que consegue gerar um alto impacto financeiro no mercado , com muitos resultados", avalia o cofundador e conselheiro da Associação Brasileira de Startups (ABStartups), Tomás Duarte. Além disso, possuem elementos de inovação e trabalham em condições de extrema incerteza.
Instagram e Buscapé são exemplos de empresas que um dia já foram startups. Atualmente, existem cerca de 10 mil startups no Brasil. Juntas elas levantaram aportes de R$ 1,7 bilhão em 2012, segundo a Associação Brasileira de Startups. (JDM)
Para os empreendedores da startup Rock Content, programa do
Governo de Minas vai ajudar a colocar o estado no mapa.
Governo de Minas vai ajudar a colocar o estado no mapa.
Fonte: Diário do Comércio - Juliana De Mari
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