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EMOÇÕES E SENTIMENTOS NO AMBIENTE DE TRABALHO

domingo, 16 de fevereiro de 2014


Estabelecer contato com os  sentimentos não é tarefa fácil, já que o ser humano em todo o seu desenvolvimento, por intermédio de vários processos que foram vivenciados ao longo de sua formação, utiliza ou até mesmo busca alguns mecanismos de defesa para não fazê-lo.
Esses mecanismos são os sabotadores internos (inimigos interiores que estabelecem um conjunto de padrões mentais automáticos), que possuem, teoricamente, a intenção de proteger o indivíduo contra as ameaças. O problema é que essa voz interna pode trabalhar contra o que é melhor para ele mesmo, acreditando que está se defendendo do perigo (que pode ser imaginário), tornando-o agitado e agressivo.

As emoções são definidas como reações afetivas intensas e momentâneas, desencadeadas por estímulos significativos, tanto internos quanto externos, conscientes ou inconscientes. São respostas organizadas que ultrapassam os limites de vários subsistemas psicológicos, incluindo o fisiológico, o cognitivo e o motivacional. As emoções normalmente surgem como resposta a um evento que pode ter um significado tanto positivo quanto negativo.

Quando a pessoa tem conhecimento de si mesmo é capaz de perceber suas emoções além de controlá-las para promover o seu crescimento emocional e intelectual e também o das pessoas a sua volta. Conhecer as suas emoções significa ter autoconsciência de si mesmo e o autoequilíbrio para as ações do contexto externo.

A falta de autoconhecimento afasta  a autocompreensão, tornando a pessoa inapta para lidar com os conflitos internos e os do meio onde se relaciona. Atualmente presenciam-se, nos ambientes organizacionais, profissionais violentos e confrontativos que deixam de buscar no outro as informações, a discussão participativa, ouvir o outro na essência, demonstrando a falta de conhecimento ou controle sobre suas emoções.

Os sentimentos são a essência humana e, para vivenciar as relações interpessoais, é necessário partir da compreensão das próprias emoções e de como lidar, conhecer e motivar-se diante da vida.

Por muito tempo o  processo de racionalização afastou o lado social e humano do trabalho. Uma organização bem administrada era aquela que tivesse êxito em eliminar frustrações, raiva, amor, ódio, alegria, ressentimento e outros sentimentos semelhantes. No entanto, hoje, as organizações aceitam a presença dos componentes emocionais na formulação de seus processos e decisões pois as emoções constituem uma parte inseparável da vida cotidiana, inclusive e principalmente, do trabalho.   Muitas delas têm investido em treinamento, desenvolvimento ou outras formas criativas para sensibilizar os profissionais sobre a necessidade do equilíbrio emocional e do autoconhecimento em suas vidas.

 O gerenciamento das emoções negativas como a ansiedade, a raiva e a tristeza traz benefícios para os profissionais e as empresas, tendo como resultado pessoas equilibradas e capazes de compreender os outros, motivadas e preparadas para melhor desempenho e produtividade. Desta forma a capacidade de administrar eficazmente as emoções é o melhor caminho para melhores resultados e sucesso do profissional e da organização.
Profa. Dra. Yeda Oswaldo, psicóloga, coach e doutora em psicologia. Ministra o curso Master em Liderança e Gestão - MLG - Líder coach. Maiores informações: 19 3702-8570 ou www.infinityative.com.br

 Artigo publicado na Gazeta de Limeira, 16 de fevereiro de 2014, p.2

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