Crenças são ideias e percepções que uma pessoa tem sobre si mesma e sobre o mundo, e as considera absolutas e verdadeiras. As crenças se formam a partir da visão que a pessoa tem de si e do mundo. É através de nossas crenças que percebemos todas as situações de nossa vida.
São várias as origens das crenças: da nossa educação, através do exemplo de pessoas importantes em nossas vidas, por “traumas passados”, experiências repetidas e também pela cultura onde vivemos e trabalhamos. Enquanto vamos estabelecendo nossas crenças, vamos adquirindo variados níveis de pensamentos, que poderão reforçar as crenças que os originaram.
As crenças que temos sobre nós mesmos, sobre os outros e sobre o mundo têm um grande impacto sobre a qualidade da nossa experiência. Por serem uma profecia que tem a capacidade de se “auto realizar, as crenças influenciam o comportamento. Elas podem dar apoio ou inibir um comportamento.
Armadilhas na identificação de crenças
Cortina de fumaça: crença que tem a ver com a identidade da pessoa (ou com um problema doloroso). Ex.: quando a pessoa começa a ter um branco ou passa a falar de algo irrelevante para o processo que está em curso. É como se ela tivesse entrado em uma nuvem de confusão.
Pista falsa: ex.: cliente conta uma longa estória e você pode descobrir , após ouvi-lo durante trinta minutos, que era totalmente irrelevante para o problema abordado.
Projeção: normalmente mais difíceis de detectar. Significam projetar seus próprios valores e crenças em outra pessoa. Esta é a principal causa das leituras mentais – onde o cliente assume saber o que outra pessoa está pensando.
Massa crítica:múltiplas causas – quando se identifica um núcleo de crenças ou sistema de valores causando a situação. É importante recordar que um comportamento é com frequência o resultado de uma interação complexa entre uma série de valores e crenças. Neste caso para conseguir resolver o problema, você terá que descobrir o conjunto de crenças e valores que disparam o comportamento.
A melhor maneira de enfraquecer uma crença limitadora, é desafiá-la, por exemplo, “como posso ser um fracassado, se já obtive tantos outros sucessos?” . Outra forma, mude o “ser”, por “estar”. Você tira do nível de identidade (mais profundo) e a coloca em nível de um estado (mais superficial, de momento). É importante ser carinhoso consigo mesmo, estar atento aos pensamentos persistentes e desafiá-los.


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