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A IMPORTANCIA DO ENTUSIASMO NA EMPRESA por Ester Garcia - Consultora Empresarial, Coach executive e Life Coach

terça-feira, 10 de dezembro de 2013



A palavra motivação significa motivo para a ação, uma razão de a pessoa realizar algo. Esse motivo pode ser o entusiasmo, mas é preciso que ele tenha um fundamento sólido ou não irá durar. Entusiasmo é como estouro de boiada - um boi corre e todos correm com ele, sem nem mesmo saber a razão. É claro que é possível criar um clima de entusiasmo e até motivar pessoas apenas por estímulos passados pelo ambiente ou pelo contato, mas uma empresa precisa de algo mais do que apenas entusiasmo para motivar. É preciso algo real. Normalmente, as pessoas são motivadas por dinheiro, prazer e prestígio. É claro que as teorias motivacionais incluem vários desdobramentos disso, ou podem chamar o que chamo de dinheiro por necessidades físicas, de sobrevivência ou algo assim. Dinheiro resume o que precisamos para garantir nossa subsistência. Prazer é outro elemento motivador e pode ter também diversos significados, como conforto, sensações, recordações, por exemplo. Prestígio aparece em algumas teorias como necessidade de autoafirmação ou de realização, entre outras ideias. Mas resumindo tudo em dinheiro, prazer e prestígio fica mais fácil de entender e de aplicar numa empresa. Para motivar as pessoas, portanto, é preciso ter em mente que será preciso oferecer uma ou mais dessas coisas como prêmio ou recompensa.
Porém, antes é importantíssimo fazer um diagnóstico para não oferecer o elemento motivador errado. Por exemplo, às vezes pode parecer que a causa de descontentamento de um colaborador seja seu salário. Então, a empresa aumenta o salário e ele continua desmotivado, porque ainda que qualquer pessoa goste de ganhar mais, ele não está fazendo o que gosta, não tem prazer no que faz. Em outras situações a empresa promove a pessoa a um cargo de maior destaque, dá mais prestígio, quando ela preferia trabalhar nos bastidores.
Portanto, é fundamental que seja feito um diagnóstico e só então determinar qual será o elemento motivador. Quando isso é feito corretamente, cria-se um entusiasmo que tem fundamento e não é apenas uma emoção momentânea.
É claro que o papel do líder e de sua capacidade de conceituar metas é importantíssimo para gerar isso. Soldados vão à luta com o entusiasmo que o líder passa e a motivação que na maioria das vezes não é nem dinheiro, nem prazer, mas o prestígio gerado por um sentimento de conquista, bravura, coragem e outras realizações que não são adquiridas com dinheiro como – Reconhecimento.

Como a empresa pode evitar que um colaborador descontente e desmotivado contamine os outros integrantes da equipe?

É preciso descobrir qual a causa do descontentamento e procurar saná-la. Tudo começa no diagnóstico, como fazem os médicos. Na observação do comportamento, tentando identificar o que está faltando para aquele colaborador. Às vezes é uma questão fácil de resolver, só mudando seu local de trabalho, o tipo de função que exerce ou até mesmo dando a ele as ferramentas adequadas. Lembra-se do prazer do qual falei? Uma pessoa que tem prazer no que faz ou trabalha em um ambiente e com as ferramentas certas será motivada a produzir mais. Porém há situações em que o problema não é nem mesmo de motivação. Há casos de colaboradores que ganham relativamente bem, trabalham nas melhores condições e representam uma marca ou atuam em um posto que lhes dá o prestígio que muitos gostariam de ter. Ainda assim são pessoas que vivem se queixando, gerando desavenças entre os colegas, criticando a empresa e seus superiores, gerando conversas a boca pequena nos cantos e recônditos da empresa. É claro que uma pessoa assim está minando os ânimos e a capacidade produtiva dos outros. Quando não for identificado como uma provável patologia emocional, o problema está no caráter e na atitude e pode ser que essa pessoa não sirva para trabalhar nem ali nem em lugar nenhum.
Esse tipo de ‘câncer’ deve ser extirpado de uma equipe. Nem todas as pessoas são capazes de trabalhar de forma harmônica em uma equipe, pois, ainda que tragam toda a bagagem técnica ou de conhecimento necessária, não são pessoas que têm uma atitude para com o trabalho na forma como a empresa deseja que seja desempenhado.
Às vezes, a empresa precisa buscar ajuda externa para motivar sua equipe ou mesmo injetar idéias novas. Um dos grandes perigos que a empresa corre é de estagnação de sua força de trabalho, quando ela permanece a mesma ou é reduzida, sem a entrada de sangue novo ou a interferência de consultores externos trazendo novas ideias. Pense naquelas famílias reais da antiga Europa, cujos membros só se casavam entre si, sangue real com sangue real. Era grande o número de pessoas feias ou com problemas causados pela consanguinidade. O mesmo princípio é conhecido entre criadores, que buscam inseminadores de fora para fortalecer o plantel. A inseminação com ideias vindas de fora é importantíssima para a empresa não correr o risco de ficar andando em círculos sem enxergar o que está acontecendo de novo no mercado.
Quais os cuidados que o líder deve ter para não deixar a equipe desmotivada?
Primeiro deve liderar pelo exemplo. Muitos ainda lideram dentro do estilo "vaqueiro", tocando a boiada aos berros, quando o melhor estilo e que traz melhores resultados é o estilo "pastor", que caminha na frente de seu rebanho mostrando o caminho. Outro cuidado é com a transparência. O líder não pode querer uma equipe de mentirosos que mintam para clientes e fornecedores e, ao mesmo tempo, de pessoas leais e honestas, que só falem a verdade dentro da empresa. Se criar uma cultura de mentira irá sofrer as consequências dessa cultura na própria pele da empresa. Por sinal, o melhor caminho para criar uma equipe de mentirosos é fazendo repreensões e humilhando seus colaboradores diante de toda a equipe. Com o tempo todos aprendem a ser desonestos, malandros e mentirosos, mascarando resultados, escondendo a verdade como forma de evitar o vexame de uma reprimenda pública. Com o achatamento da pirâmide de comando, para a redução dos custos, diversos níveis gerenciais e de liderança estão sendo eliminados e maior poder é dado à base da pirâmide para tomar decisões. Nem todas as empresas estão prontas para isso, mas é preciso se preparar para uma difusão horizontal e lateral do comando. Para entender melhor isso, imagine que o comando parta do topo da pirâmide descendo verticalmente até apenas um ou dois níveis, mudando então seu rumo horizontalmente. Então cada colaborador recebe sua carga de "empowerment"/empoderamento ou delegação de poder de ação e decisão, tornando-se um líder quase que informal em seu círculo de relacionamento. Delegar é a palavra de ordem em uma organização assim, e os líderes que não se sentirem à vontade para delegar provavelmente ficarão de fora dessa configuração que é adotada por um número cada vez maior de empresas. O líder verdadeiro deve se ocupar das tarefas que acionem outras e gerem um efeito dominó envolvendo muitas pessoas e processos, delegando o resto.

Porto Alegre, 09 de dezembro de 2013.
Porém, antes é importantíssimo fazer um diagnóstico para não oferecer o elemento motivador errado. Por exemplo, às vezes pode parecer que a causa de descontentamento de um colaborador seja seu salário. Então, a empresa aumenta o salário e ele continua desmotivado, porque ainda que qualquer pessoa goste de ganhar mais, ele não está fazendo o que gosta, não tem prazer no que faz. Em outras situações a empresa promove a pessoa a um cargo de maior destaque, dá mais prestígio, quando ela preferia trabalhar nos bastidores. Portanto, é fundamental que seja feito um diagnóstico e só então determinar qual será o elemento motivador. Quando isso é feito corretamente, cria-se um entusiasmo que tem fundamento e não é apenas uma emoção momentânea.É claro que o papel do líder e de sua capacidade de conceituar metas é importantíssimo para gerar isso. Soldados vão à luta com o entusiasmo que o líder passa e a motivação que na maioria das vezes não é nem dinheiro, nem prazer, mas o prestígio gerado por um sentimento de conquista, bravura, coragem e outras realizações que não são adquiridas com dinheiro como – Reconhecimento. 
Como a empresa pode evitar que um colaborador descontente e desmotivado contamine os outros integrantes da equipe? 
É preciso descobrir qual a causa do descontentamento e procurar saná-la. Tudo começa no diagnóstico, como fazem os médicos. Na observação do comportamento, tentando identificar o que está faltando para aquele colaborador. Às vezes é uma questão fácil de resolver, só mudando seu local de trabalho, o tipo de função que exerce ou até mesmo dando a ele as ferramentas adequadas. Lembra-se do prazer do qual falei? Uma pessoa que tem prazer no que faz ou trabalha em um ambiente e com as ferramentas certas será motivada a produzir mais. Porém há situações em que o problema não é nem mesmo de motivação. Há casos de colaboradores que ganham relativamente bem, trabalham nas melhores condições e representam uma marca ou atuam em um posto que lhes dá o prestígio que muitos gostariam de ter. Ainda assim são pessoas que vivem se queixando, gerando desavenças entre os colegas, criticando a empresa e seus superiores, gerando conversas a boca pequena nos cantos e recônditos da empresa. É claro que uma pessoa assim está minando os ânimos e a capacidade produtiva dos outros. Quando não for identificado como uma provável patologia emocional, o problema está no caráter e na atitude e pode ser que essa pessoa não sirva para trabalhar nem ali nem em lugar nenhum. Esse tipo de ‘câncer’ deve ser extirpado de uma equipe. Nem todas as pessoas são capazes de trabalhar de forma harmônica em uma equipe, pois, ainda que tragam toda a bagagem técnica ou de conhecimento necessária, não são pessoas que têm uma atitude para com o trabalho na forma como a empresa deseja que seja desempenhado.Às vezes, a empresa precisa buscar ajuda externa para motivar sua equipe ou mesmo injetar idéias novas. Um dos grandes perigos que a empresa corre é de estagnação de sua força de trabalho, quando ela permanece a mesma ou é reduzida, sem a entrada de sangue novo ou a interferência de consultores externos trazendo novas ideias. Pense naquelas famílias reais da antiga Europa, cujos membros só se casavam entre si, sangue real com sangue real. Era grande o número de pessoas feias ou com problemas causados pela consanguinidade. O mesmo princípio é conhecido entre criadores, que buscam inseminadores de fora para fortalecer o plantel. A inseminação com ideias vindas de fora é importantíssima para a empresa não correr o risco de ficar andando em círculos sem enxergar o que está acontecendo de novo no mercado.Quais os cuidados que o líder deve ter para não deixar a equipe desmotivada?Primeiro deve liderar pelo exemplo. Muitos ainda lideram dentro do estilo "vaqueiro", tocando a boiada aos berros, quando o melhor estilo e que traz melhores resultados é o estilo "pastor", que caminha na frente de seu rebanho mostrando o caminho. Outro cuidado é com a transparência. O líder não pode querer uma equipe de mentirosos que mintam para clientes e fornecedores e, ao mesmo tempo, de pessoas leais e honestas, que só falem a verdade dentro da empresa. Se criar uma cultura de mentira irá sofrer as consequências dessa cultura na própria pele da empresa. Por sinal, o melhor caminho para criar uma equipe de mentirosos é fazendo repreensões e humilhando seus colaboradores diante de toda a equipe. Com o tempo todos aprendem a ser desonestos, malandros e mentirosos, mascarando resultados, escondendo a verdade como forma de evitar o vexame de uma reprimenda pública. Com o achatamento da pirâmide de comando, para a redução dos custos, diversos níveis gerenciais e de liderança estão sendo eliminados e maior poder é dado à base da pirâmide para tomar decisões. Nem todas as empresas estão prontas para isso, mas é preciso se preparar para uma difusão horizontal e lateral do comando. Para entender melhor isso, imagine que o comando parta do topo da pirâmide descendo verticalmente até apenas um ou dois níveis, mudando então seu rumo horizontalmente. Então cada colaborador recebe sua carga de "empowerment"/empoderamento ou delegação de poder de ação e decisão, tornando-se um líder quase que informal em seu círculo de relacionamento. Delegar é a palavra de ordem em uma organização assim, e os líderes que não se sentirem à vontade para delegar provavelmente ficarão de fora dessa configuração que é adotada por um número cada vez maior de empresas. O líder verdadeiro deve se ocupar das tarefas que acionem outras e gerem um efeito dominó envolvendo muitas pessoas e processos, delegando o resto.
Porto Alegre, 09 de dezembro de 2013.
Porém, antes é importantíssimo fazer um diagnóstico para não oferecer o elemento motivador errado. Por exemplo, às vezes pode parecer que a causa de descontentamento de um colaborador seja seu salário. Então, a empresa aumenta o salário e ele continua desmotivado, porque ainda que qualquer pessoa goste de ganhar mais, ele não está fazendo o que gosta, não tem prazer no que faz. Em outras situações a empresa promove a pessoa a um cargo de maior destaque, dá mais prestígio, quando ela preferia trabalhar nos bastidores. Portanto, é fundamental que seja feito um diagnóstico e só então determinar qual será o elemento motivador. Quando isso é feito corretamente, cria-se um entusiasmo que tem fundamento e não é apenas uma emoção momentânea.É claro que o papel do líder e de sua capacidade de conceituar metas é importantíssimo para gerar isso. Soldados vão à luta com o entusiasmo que o líder passa e a motivação que na maioria das vezes não é nem dinheiro, nem prazer, mas o prestígio gerado por um sentimento de conquista, bravura, coragem e outras realizações que não são adquiridas com dinheiro como – Reconhecimento. 
Como a empresa pode evitar que um colaborador descontente e desmotivado contamine os outros integrantes da equipe? 
É preciso descobrir qual a causa do descontentamento e procurar saná-la. Tudo começa no diagnóstico, como fazem os médicos. Na observação do comportamento, tentando identificar o que está faltando para aquele colaborador. Às vezes é uma questão fácil de resolver, só mudando seu local de trabalho, o tipo de função que exerce ou até mesmo dando a ele as ferramentas adequadas. Lembra-se do prazer do qual falei? Uma pessoa que tem prazer no que faz ou trabalha em um ambiente e com as ferramentas certas será motivada a produzir mais. Porém há situações em que o problema não é nem mesmo de motivação. Há casos de colaboradores que ganham relativamente bem, trabalham nas melhores condições e representam uma marca ou atuam em um posto que lhes dá o prestígio que muitos gostariam de ter. Ainda assim são pessoas que vivem se queixando, gerando desavenças entre os colegas, criticando a empresa e seus superiores, gerando conversas a boca pequena nos cantos e recônditos da empresa. É claro que uma pessoa assim está minando os ânimos e a capacidade produtiva dos outros. Quando não for identificado como uma provável patologia emocional, o problema está no caráter e na atitude e pode ser que essa pessoa não sirva para trabalhar nem ali nem em lugar nenhum. Esse tipo de ‘câncer’ deve ser extirpado de uma equipe. Nem todas as pessoas são capazes de trabalhar de forma harmônica em uma equipe, pois, ainda que tragam toda a bagagem técnica ou de conhecimento necessária, não são pessoas que têm uma atitude para com o trabalho na forma como a empresa deseja que seja desempenhado.Às vezes, a empresa precisa buscar ajuda externa para motivar sua equipe ou mesmo injetar idéias novas. Um dos grandes perigos que a empresa corre é de estagnação de sua força de trabalho, quando ela permanece a mesma ou é reduzida, sem a entrada de sangue novo ou a interferência de consultores externos trazendo novas ideias. Pense naquelas famílias reais da antiga Europa, cujos membros só se casavam entre si, sangue real com sangue real. Era grande o número de pessoas feias ou com problemas causados pela consanguinidade. O mesmo princípio é conhecido entre criadores, que buscam inseminadores de fora para fortalecer o plantel. A inseminação com ideias vindas de fora é importantíssima para a empresa não correr o risco de ficar andando em círculos sem enxergar o que está acontecendo de novo no mercado.Quais os cuidados que o líder deve ter para não deixar a equipe desmotivada?Primeiro deve liderar pelo exemplo. Muitos ainda lideram dentro do estilo "vaqueiro", tocando a boiada aos berros, quando o melhor estilo e que traz melhores resultados é o estilo "pastor", que caminha na frente de seu rebanho mostrando o caminho. Outro cuidado é com a transparência. O líder não pode querer uma equipe de mentirosos que mintam para clientes e fornecedores e, ao mesmo tempo, de pessoas leais e honestas, que só falem a verdade dentro da empresa. Se criar uma cultura de mentira irá sofrer as consequências dessa cultura na própria pele da empresa. Por sinal, o melhor caminho para criar uma equipe de mentirosos é fazendo repreensões e humilhando seus colaboradores diante de toda a equipe. Com o tempo todos aprendem a ser desonestos, malandros e mentirosos, mascarando resultados, escondendo a verdade como forma de evitar o vexame de uma reprimenda pública. Com o achatamento da pirâmide de comando, para a redução dos custos, diversos níveis gerenciais e de liderança estão sendo eliminados e maior poder é dado à base da pirâmide para tomar decisões. Nem todas as empresas estão prontas para isso, mas é preciso se preparar para uma difusão horizontal e lateral do comando. Para entender melhor isso, imagine que o comando parta do topo da pirâmide descendo verticalmente até apenas um ou dois níveis, mudando então seu rumo horizontalmente. Então cada colaborador recebe sua carga de "empowerment"/empoderamento ou delegação de poder de ação e decisão, tornando-se um líder quase que informal em seu círculo de relacionamento. Delegar é a palavra de ordem em uma organização assim, e os líderes que não se sentirem à vontade para delegar provavelmente ficarão de fora dessa configuração que é adotada por um número cada vez maior de empresas. O líder verdadeiro deve se ocupar das tarefas que acionem outras e gerem um efeito dominó envolvendo muitas pessoas e processos, delegando o resto.
Porto Alegre, 09 de dezembro de 2013.

Porém, antes é importantíssimo fazer um diagnóstico para não oferecer o elemento motivador errado. Por exemplo, às vezes pode parecer que a causa de descontentamento de um colaborador seja seu salário. Então, a empresa aumenta o salário e ele continua desmotivado, porque ainda que qualquer pessoa goste de ganhar mais, ele não está fazendo o que gosta, não tem prazer no que faz. Em outras situações a empresa promove a pessoa a um cargo de maior destaque, dá mais prestígio, quando ela preferia trabalhar nos bastidores. Portanto, é fundamental que seja feito um diagnóstico e só então determinar qual será o elemento motivador. Quando isso é feito corretamente, cria-se um entusiasmo que tem fundamento e não é apenas uma emoção momentânea.É claro que o papel do líder e de sua capacidade de conceituar metas é importantíssimo para gerar isso. Soldados vão à luta com o entusiasmo que o líder passa e a motivação que na maioria das vezes não é nem dinheiro, nem prazer, mas o prestígio gerado por um sentimento de conquista, bravura, coragem e outras realizações que não são adquiridas com dinheiro como – Reconhecimento. 
Como a empresa pode evitar que um colaborador descontente e desmotivado contamine os outros integrantes da equipe? 
É preciso descobrir qual a causa do descontentamento e procurar saná-la. Tudo começa no diagnóstico, como fazem os médicos. Na observação do comportamento, tentando identificar o que está faltando para aquele colaborador. Às vezes é uma questão fácil de resolver, só mudando seu local de trabalho, o tipo de função que exerce ou até mesmo dando a ele as ferramentas adequadas. Lembra-se do prazer do qual falei? Uma pessoa que tem prazer no que faz ou trabalha em um ambiente e com as ferramentas certas será motivada a produzir mais. Porém há situações em que o problema não é nem mesmo de motivação. Há casos de colaboradores que ganham relativamente bem, trabalham nas melhores condições e representam uma marca ou atuam em um posto que lhes dá o prestígio que muitos gostariam de ter. Ainda assim são pessoas que vivem se queixando, gerando desavenças entre os colegas, criticando a empresa e seus superiores, gerando conversas a boca pequena nos cantos e recônditos da empresa. É claro que uma pessoa assim está minando os ânimos e a capacidade produtiva dos outros. Quando não for identificado como uma provável patologia emocional, o problema está no caráter e na atitude e pode ser que essa pessoa não sirva para trabalhar nem ali nem em lugar nenhum. Esse tipo de ‘câncer’ deve ser extirpado de uma equipe. Nem todas as pessoas são capazes de trabalhar de forma harmônica em uma equipe, pois, ainda que tragam toda a bagagem técnica ou de conhecimento necessária, não são pessoas que têm uma atitude para com o trabalho na forma como a empresa deseja que seja desempenhado.Às vezes, a empresa precisa buscar ajuda externa para motivar sua equipe ou mesmo injetar idéias novas. Um dos grandes perigos que a empresa corre é de estagnação de sua força de trabalho, quando ela permanece a mesma ou é reduzida, sem a entrada de sangue novo ou a interferência de consultores externos trazendo novas ideias. Pense naquelas famílias reais da antiga Europa, cujos membros só se casavam entre si, sangue real com sangue real. Era grande o número de pessoas feias ou com problemas causados pela consanguinidade. O mesmo princípio é conhecido entre criadores, que buscam inseminadores de fora para fortalecer o plantel. A inseminação com ideias vindas de fora é importantíssima para a empresa não correr o risco de ficar andando em círculos sem enxergar o que está acontecendo de novo no mercado.Quais os cuidados que o líder deve ter para não deixar a equipe desmotivada?Primeiro deve liderar pelo exemplo. Muitos ainda lideram dentro do estilo "vaqueiro", tocando a boiada aos berros, quando o melhor estilo e que traz melhores resultados é o estilo "pastor", que caminha na frente de seu rebanho mostrando o caminho. Outro cuidado é com a transparência. O líder não pode querer uma equipe de mentirosos que mintam para clientes e fornecedores e, ao mesmo tempo, de pessoas leais e honestas, que só falem a verdade dentro da empresa. Se criar uma cultura de mentira irá sofrer as consequências dessa cultura na própria pele da empresa. Por sinal, o melhor caminho para criar uma equipe de mentirosos é fazendo repreensões e humilhando seus colaboradores diante de toda a equipe. Com o tempo todos aprendem a ser desonestos, malandros e mentirosos, mascarando resultados, escondendo a verdade como forma de evitar o vexame de uma reprimenda pública. Com o achatamento da pirâmide de comando, para a redução dos custos, diversos níveis gerenciais e de liderança estão sendo eliminados e maior poder é dado à base da pirâmide para tomar decisões. Nem todas as empresas estão prontas para isso, mas é preciso se preparar para uma difusão horizontal e lateral do comando. Para entender melhor isso, imagine que o comando parta do topo da pirâmide descendo verticalmente até apenas um ou dois níveis, mudando então seu rumo horizontalmente. Então cada colaborador recebe sua carga de "empowerment"/empoderamento ou delegação de poder de ação e decisão, tornando-se um líder quase que informal em seu círculo de relacionamento. Delegar é a palavra de ordem em uma organização assim, e os líderes que não se sentirem à vontade para delegar provavelmente ficarão de fora dessa configuração que é adotada por um número cada vez maior de empresas. O líder verdadeiro deve se ocupar das tarefas que acionem outras e gerem um efeito dominó envolvendo muitas pessoas e processos, delegando o resto.
Porto Alegre, 09 de dezembro de 2013.

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