
Enganam-se aqueles que pensam que somente determinadas pessoas precisam dominar a arte de falar em público. Não são apenas professores, políticos ou vendedores que precisam fazer uma boa apresentação oral para o alcance de metas e resultados. Expressar-se em público não está relacionado somente a situações em que é necessário falar perante uma grande plateia. A arte da oratória é necessária para qualquer pessoa que necessite se expor de alguma forma, falando com pequenos grupos (em uma reunião, por exemplo), apresentando um trabalho na escola ou perante amigos necessita saber se posicionar, argumentar e defender suas ideias.
A comunicação é uma habilidade comportamental cada vez mais valorizada, sendo considerada fundamental para o crescimento pessoal e profissional. Pesquisa Global Anual da Pricewaterhouse Copers realizada em 2008 entrevistou 1.100 Diretores Executivos em todo o mundo para apontar quais as habilidades pessoais que mais valorizam em um candidato à seleção. Entre as mais citadas está a comunicação. Por isso, atualmente o mercado de trabalho faz restrições as pessoas que tem dificuldades de se comunicar. No exercício da liderança a situação se torna mais complicada, pois não é possível liderar uma equipe de trabalho sem uma comunicação eficaz e assertiva, da qual dependem os bons resultados.
Muitas pessoas se sentem incomodadas em interagir com outras em pequenas situações, até mesmo durante uma festa, por exemplo, quando são convidadas a fazer um brinde ou um elogio. Pesquisas realizadas pelo jornal inglês Sunday Times e a Revista Você S/A acerca dos maiores medos, falar em público é considerado um dos principais temores do ser humano. Para muitas pessoas é tão ou mais apavorante que o medo da morte, de doenças, da privação de liberdade, de bicho ou de altura. Quando se veem na condição de oradoras, sentem uma ansiedade avassaladora, timidez e constrangimentos que inundam sua mente com pensamentos de medo, gerando uma situação de pânico generalizado. Nesses casos, é comum aparecerem sintomas como uma sensação de algo gelado ou quente em algum lugar do corpo, a voz trêmula, sudorese, tremores, rubor facial, falta de ar, tontura e até mesmo náuseas e problemas gastrointestinais.
O pânico da exposição e de errar faz com que as pessoas sintam bloqueios na hora de expressar suas ideias, por isso, controlar o nervosismo é fundamental para se ter coerência de pensamentos, para que o medo não tome conta da mente, das emoções e das ações. É natural que nos primeiros minutos de apresentação as pessoas fiquem receosas e nervosas, mas tendo o domínio do que será dito ao longo da exposição, essa tensão deve se dissipar, caso contrário pode comprometer a apresentação e os resultados do processo.
A boa notícia é que o medo de falar em público é um obstáculo que pode ser superado, diante de um preparo adequado é possível ganhar confiança, aumentar a eficiência, falar com naturalidade e desembaraço e eliminar os temores nessas situações. Mesmo aquelas pessoas que apresentam no seu perfil comportamental a facilidade para se comunicar, necessitam de aprimoramento constante nas técnicas de apresentação e oratória.
Devemos ter consciência de que as reações físicas e emocionais podem ocorrer devido a ausência e autocontrole, mas que existem recursos para conquistá-lo. Para isso é preciso ter coragem para perceber os pontos limitantes da nossa comunicação para transformá-los em pontos fortes, superando o medo de falar em público.

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