Fui procurado por alguém que fechou uma história amorosa.
Foi breve, durou apenas 8 meses, mas muito intensa.
Escrevi algumas coisas em nosso papo virtual, que transformei num texto e num desenho. Acho interessante compartilhar aqui. Pode ser útil a mais pessoas.
SOBRE QUAL LUZ SE DEBATEM SUAS ASAS?
(texto e ilustração de Kau Mascarenhas)
Para amar basta um. Platonismo existe. Todavia, para um relacionamento concreto, é necessário que haja, no mínimo, dois interessados.
Querer manter uma relação com alguém que já não possui a mesma demanda de aproximação, idealizando um amor cuja concretização é desejada unilateralmente, é agir como a mariposa que se debate na lâmpada acesa atraída por sua luz hipnótica. Fatalmente morrerá ou se cansará após longo tempo de masoquismo estéril.
É chegado o momento de olhar gente como se fosse gente.
Gente ama e desama. Gente se apaixona e se desapaixona. Gente diz coisas num dia e desdiz em outro.
O outro é gente. Você também.
Às vezes o outro pode até querer estar ao seu lado sob uma nova condição, numa nova forma. O relacionamento está se transformando, se desvestindo de um corpo e reconstruindo um outro.
Se as coisas mudaram aprenda com isso e lembre-se de que há pontos que você resolverá em você e com você, e nunca com o outro.
Mas quando ele - ou ela - quer sair da sua vida totalmente, e se convenceu de que isso é o melhor para si, não há muito o que fazer.
Lembre, no entanto, que com essa saída do outro, quem fica é o ser mais importante para você, o único que nunca irá abandona-lo: você mesmo.
Fazer movimentos na direção de quem optou por sair, procura-lo, telefonar, escrever, mesmo quando o outro diz que não quer mais nada, acaba sendo atitude auto-desmerecedora, indigna de uma pessoa que se respeita.
Obviamente, trata-se apenas de uma opinião. Há apólogos dessa postura que rimam amar com lutar, e entendem a insistência como inequívoca demonstração de amor. Cada um tem o direito de pensar e escolher viver da forma como melhor lhe aprouver.
Cabe apenas avaliar as consequências do que faz, sobretudo como se sente.
Observe igualmente as comunicações internas, seus diálogos aí dentro da mente.
Muitas vezes alguém fica linguisticamente enjaulado, quando formula perguntas como: "por quê?", "o que fiz de errado?", "o que posso fazer para que você retorne para mim?"
E mergulha num turbilhão de estados de ansiedade em busca de respostas.
Seria mais útil a construção de novas perguntas: "como conhecer quem sou, e o que sinto?", "como me amar mais?", "como fazer para focar outros pontos da minha vida, e cuidar mais de mim?", "o que tiro disso tudo?".
Lide com sua dor: chore, sofra o tempo que for necessário.
Lide com sua arrogância - "quem ele(a) pensa que é para chutar assim uma pessoa tão boa como eu?". Reconheça-a.
Lide com sua carência - "como farei pra viver só?". Reencontre seu poder e preencha sua vida.
Lide com seu romantismo idealista - "mas ele(a) era tão perfeito(a)…Perceba o quanto você construiu uma falsa imagem do outro a partir de suas próprias projeções.
Lide consigo: conheça-se.
Por fim, agradeça por esse término de relacionamento que lhe mostra um caminho de auto encontro extremamente valioso.
Sabe qual é a parte boa da desilusão? Poder olhar algo além das nossas fantasias.
E quando a luz do amor do outro acabar, que você tenha bem acesa a luz do seu auto amor.
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Mude sua Vida. Conheça PNL.
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