O estresse é um fenômeno atual recorrente por isso é comum ouvir que vivemos a era do estresse, tido como o mal do século. Nunca esse fenômeno foi tão preocupante já que o número de pessoas estressadas aumenta significativamente, inclusive com índices alarmantes em população cada vez mais jovem, como é o caso das crianças que teoricamente, se pensava que não tinham problemas, mas atualmente, muitas sofrem com os eventos estressores como perdas na família, doenças, mudanças de escola ou de cidade, separação de pais, período de provas, dentre outros. A motivação desse artigo se deu justamente pela necessidade das pessoas se conscientizarem dos efeitos do estresse e das possíveis estratégias de enfrentamento (coping) que podem ser adotadas. O artigo será dividido em duas partes para que haja aprofundamento maior sobre o assunto. Hoje abordaremos a primeira delas.
O estresse ocasionaconsequências negativas para a família, para o trabalho e até mesmo para a sociedade, mas o maior prejudicado é o próprio indivíduo. No âmbito mental esse fenômeno ocasiona dificuldades de concentração e perda da memória e em relação ao trabalho, o profissional sofre com a queda da produtividade, além de ter a criatividade prejudicada. Isso tudo poderá afetar o sistema imunológico da pessoa, reduzindo sua resistência física e aumentando a vulnerabilidade de adquirir várias doenças, até mesmo as infecciosas. Outra área afetada pelo estresse é a social uma vez que a sociabilidade requer um número de habilidades do indivíduo para lidar com as mudanças constantes que ocorrem na sociedade. Geralmente a pessoa estressada lida mal com as situações que envolvem desafios e inovações.
Na maioria das vezes o estresse avança de forma silenciosa e provoca um desgaste geral do organismo, causado pelas alterações psicofisiológicas que ocorrem quando a pessoa se vê forçada a enfrentar uma situação que a irrite, amedronte, excite ou confunda, ou mesmo a faça imensamente feliz, ou seja, qualquer situação que desperte uma emoção forte, boa ou má e que exija mudança. A curto prazo o estresse pode afetar as atitudes e o comportamento de um indivíduo, mas é a partir de um período mais prolongado que esses efeitos afetam o seu equilíbrio.
No senso comum o estresse está associado a algo prejudicial. Nesse sentido, a palavra “distresse” que ainda é utilizada na literatura inglesa descreve o estresse negativo que pode levar ao esgotamento, ao humor depressivo, às alterações de sono, à elevação da pressão arterial, às alterações da frequência cardíaca, inclusive morte súbita, em casos mais graves. Mas o que muitas pessoas desconhecem é que existe um estresse positivo, o “eustresse” em que a pessoa se sente motivada e estimulada a lidar com os eventos estressores de forma construtiva. Nesse caso a percepção, o foco, a concentração, o esforço no trabalho, o estímulo à criatividade o desempenho aumentam significativamente pois a sensação é de superação. Em ambos os casos as reações fisiológicas são similares, entretanto, no nível emocional, as respostas são bastante distintas. Enquanto o eustresse motiva e estimula o indivíduo a lidar com a situação, o distresse acovarda a pessoa, fazendo com que se intimide e escape da situação estressora.
Cada pessoa reage e enfrenta de forma diferente o estresse. No próximo artigo trataremos das fases do estresse, dos estressores laborais e das estratégias de enfrentamento, intitulado “coping”.
Autora: Profa. Dra. Yeda Oswaldo - Fonte: Gazeta de Limeira, página 2, Coluna Painel Corporativo, 12 de maio de 2013.
Profa. Dra. Yeda Oswaldo é doutora em psicologia, mestra em educação, especialista em gestão de pessoas, psicóloga organizacional e palestrante. Escritora, é autora do livro Planejamento e autogestão de carreira – contextos e desafios sob a perspectiva holística (2a. Ed., Editora Livrus). Para saber mais sobre a autora e demais publicações clique aqui.
Autora: Profa. Dra. Yeda Oswaldo - Fonte: Gazeta de Limeira, página 2, Coluna Painel Corporativo, 12 de maio de 2013.
Profa. Dra. Yeda Oswaldo é doutora em psicologia, mestra em educação, especialista em gestão de pessoas, psicóloga organizacional e palestrante. Escritora, é autora do livro Planejamento e autogestão de carreira – contextos e desafios sob a perspectiva holística (2a. Ed., Editora Livrus). Para saber mais sobre a autora e demais publicações clique aqui.
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