INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NOS NEGÓCIOS
Emotional Intelligence in Business Coeficiente de inteligência (QI) é destino, nos negócios?
É com o coração que se vê corretamente; o essencial é invisível aos olhos (Antoine de Saint-Exupéry).
Nossas paixões , quando bem exercidas, têm sabedoria; orientam nosso pensamento, nossos valores, nossa sobrevivência. Mas podem facilmente cair em erro, e o fazem com demasiada frequência. O problema não está se utilizamos mais ou menos emoções nas nossas atitudes, mas na adequação da emoção no momento certo e no controle de sua manifestação. A questão é: Como podemos levar inteligência às nossas emoções no envolvimento com os negócios? A inteligência acadêmica pouco tem a ver com inteligência emocional. Mas o equilíbrio entre estes dois quesitos são essenciais nos negócios, no momento de tomada de decisões rápidas ou aguardar o momento certo.
Há inúmeras exceções à regra que considera o QI (coeficiente de inteligência) fator de sucesso – no melhor das hipóteses, o QI contribui com cerca de 20% para os fatores que determinam o sucesso na vida e nos negócios, o que deixa os 80% restantes por conta de outras variáveis. Outras variáveis incluem expertise nos negócios, liderança, empreendedorismo, inovação, criatividade, e, equilíbrio emocional. Devemos lembrar que a intuição também é altamente emocional, mas, porém, objetiva e com foco constante. O homem adquire, por experiência própria, a percepção ou conhecimento claro, sem o auxílio da razão. Portanto a intuição é um estado mental, e qualquer verdade desejada é instantaneamente compreendida.
A capacidade de reagir positivamente a desafios e aprender com os erros, e saber que os custos irrecuperáveis são “custos irrecuperáveis”. É um bom sinal que usamos da nossa inteligência emocional. Mas ao contrário, se cuidamos muito do nosso concorrente, sabemos mais da vida de outra pessoa do que da nossa e cada perda financeira é um tormento, é provável que haja um sequestro emocional. O indivíduo empreendedor utiliza suas emoções com foco, o ganho de dinheiro não é um fator determinante para um negócio.
A princípio parece que estou dizendo um clichê duvidoso, mas vamos pensar: se o pintor fizer sua tela, pensando por quanto irá vendê-la após o término, garanto que suas emoções estão ligadas ao dinheiro, a pintura não dará resultados. Já disse antes, não construímos negócios com finalidades de liquidez. Construímos negócios para nossa vida, se vendemos e obtemos lucro, este não foi à intenção primária. O que importa nos negócios é a emoção da busca, o dinheiro será uma consequência de tudo aquilo que fazemos com amor e dedicação através dos anos.
Vejo pessoas altamente instruídas, que quando chegam em uma empresa para trabalhar, logo perguntam: Que hora que entro? e qual a hora de saída? no sábado trabalha até que horas? Que segurança tenho? Quanto vou ganhar com isso? Para qualquer cargo dentro da empresa fica cada vez mais grave estas perguntas. É colocar valores altamente variáveis na frente, porque uma empresa é viva e funciona até mesmo quando não está aberta ao público. Vejo pessoas cansadas trabalhando em média 8 horas do dia ou mesmo após as férias. Aliadas a um baixo rendimento no trabalho, esperando que a empresa lhes pague mais, pelo mesmo trabalho. A empresa não paga ninguém, somos nós mesmos que nos pagamos, através de nossas conquistas individuais e influenciando o coletivo. O sequestro emocional, cria barreiras para mudarmos o mundo.
Penso que uma “empresa é uma jornada, não um destino” e a emoção da busca fala mais alto do que o ganho financeiro. Poderíamos até mesmo dar um nome para esta busca: “ganho psíquico”. O que você acha?
O empreendedorismo é fundamentalmente um processo emocional do indivíduo do que financeiro ou tecnológico. Você pode fazer uma enorme diferença para a empresa que trabalha. A felicidade é um fluxo de caixa positivo, por sua vez, é desejar o que você consegue.

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